Sociedade dos Eguns

Os Eguns, são as almas dos mortos ou de ancestrais já posicionados no mundo astral.

 

Não são cultuados nem no Candomblé, nem na Umbanda. Pelo contrário, as cerimônias que lhes são dedicadas visam afasta-los ou, quando muito, ajudar seu encaminhamento no astral.

 

O Culto aos Eguns ou Egunguns é o culto aos ancestrais masculinos, uma vez que o culto aos ancestrais femininos denomina-se “Gelede” na religião iorubá e em outras religiões tradicionais africanas.

O Culto de Egungun é originário da região de Oyò, na África.

É um culto exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto, tendo, como auxiliares, os Ojés.

Todo integrante do culto de egungun é chamado de Mariwó.

Xangô (Sòngó) é o fundador do culto a egungum: somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itan:

O culto aos Egum ou Egunguns veio, portanto, da África junto com os Orixás trazidos pelos negros escravizados .

Era, contudo, um culto muito fechado, secreto mesmo, muito mais sigiloso que o dos Orixás, por cultuarem os mortos.

Segundo a tradição, o culto de Egungun é originário da região de Oyò, na África.

Reza a lenda:

 

“Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô à frente, as Yàmi fizeram roupas iguais às de Egungum, vestiram-nas e tentaram assustar os homens que participavam do culto. Todos correram, mas Xangô não o fez. Ficou e as enfrentou, desafiando os supostos espíritos.

 

As Yàmi ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança. Em um certo momento em que Xangô estava distraído atendendo a seus súditos, sua filha, Adubaiyni, brincava alegremente, e subiu em um pé de obi. Foi aí que as Yàmi atacaram e derrubaram Adubaiyni, a filha de Xangô que ele mais adorava, que morreu em decorrência da queda.

Xangô ficou desesperado e não conseguia mais governar seu reino, que, até então, era muito próspero.

Foi até Orunmilà, que lhe disse que Yàmi é que havia matado sua filha. Xangô quis saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Ikù (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos.

Assim fez Xangô, seguindo à risca os preceitos de Orunmilà.

Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para si o controle absoluto dos Egunguns (ancestrais).

 

Estando o culto agora sob domínio dos homens sua prática tornou-se terminantemente para as mulheres.

Por terem provocado a ira de Olorum, Xangô, Ikú e dos próprios Egunguns, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais, as Yami”

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