Candomblé

O Candomblé é uma religião afro-brasileira que cultua os orixás, deuses das nações africanas de língua ioruba dotados de sentimentos humanos como ciúme e vaidade.

O Candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XIX com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiçaria.

Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, no sincretismo religioso. Por exemplo, Iemanjá é associada a Nossa Senhora da Conceição; Iansã, a Santa Bárbara, etc.

 

As cerimônias ocorrem em templos chamados territórios ou terreiros. Sua preparação é fechada e envolve muitas vezes o sacrifício de pequenos animais.

 

São celebrados em língua africana e marcadas por cantos e o ritmo dos atabaques (tambores), que variam segundo o orixá homenageado.

No Brasil, a religião cultua apenas 16 dos mais de 300 orixás existentes na África Ocidental.

Definição


O Candomblé é uma eligião animista, original da região das atuais Nigéria e Benin, trazida para o Brasil por africanos escravizados e aqui estabelecida, na qual sacerdotes e adeptos encenam, em cerimônias públicas e privadas, uma convivência com forças da natureza e ancestrais.

Por extenção, qualquer das seitas derivadas do candomblé ortodoxo, que sofreram processo de inclusão de heterodoxias (elementos de origem banta, do baixo espiritismo, de mitos ameríndios etc.).

O Candomblé é uma religião afro-brasileira derivada de cultos tradicionais africanos, na qual há crença em um Ser Supremo (Olorum, Mawu, ou Nzambi, dependendo da nação) e culto dirigido a forças da natureza personificadas na forma de ancestrais divinizados: orixás, voduns ou inquices, dependendo da nação.

De origem totêmica e familiar, é a religião declarada de 0,3% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010 do IBGE.

Também é possível encontrar praticantes em outros países como Uruguai, Argentina, Áustria, Suíça, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha.

Inicialmente reprimido pela sociedade escravocrata, pela Igreja Católica, pelo Estado e rejeitado pela sociedade: o Candomblé (como outros cultos de matriz africana), formava até meados do século XX, uma espécie de instituição de resistência cultural, primeiramente dos africanos, e depois dos afro-descendentes. A dessa época, muita coisa mudou, tornando o Candomblé e as demais religiõesa afro-brasileiras organizações de culto desprendidas das amarras étnicas, raciais, geográficas e de classes sociais.

Os elementos culturais que compõem o Candomblé são, na atualidade, uma parte integrante da cultura do folclore brasileiros.

O Candomblé não deve ser confundido com a Umbanda ou com outras religiões afro-brasileiras e afro-americanas com similar origem (tambor de mina, omolokô, xangô pernambucano ou batuque brasileiros.

També, não pode ser confundico com religiões desenvolvidas em oturas regiões, como o vodu haitiano, a santería cubana, o obeah e o kumina jamaicanos, o winti surinamês, dentre outras, e que são virtualmente desconhecidas no Brasil.




Origens


Gradativamente, os cultos negros foram se propagando pelos engenhos e pelas propriedades onde existiam escravos.

A princípio, em segredo, foram sendo desenvolvidos nas senzalas, e a seguir nas casas particulares, com a aquiescência dos senhores de escravos. Aos poucos foram tomando vulto e reunindo cada vez maior número de adeptos, que, por sua vez, se encarregavam de difundi-los nos grupamentos urbanos que se formavam.

Com o passar dos anos, o culto negro foi assumindo dimensões tais que, em 1830 foi fundada a Casa de Culto do Engenho Velho, na Bahia, que se constituiu no primeiro terreiro público de Candomblé, como já então de denominava o novo culto, no Brasil.




História


No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, na Bahia.

Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yoruba (Iorubá).

Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

Teve início em Salvador, na Bahia. De acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas fundaram um terreiro num engenho de cana-de- açúcar.

Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades.

Para cada categoria ocupacional, raça, nação, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas, havia uma.

Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo.

Para que uma irmandade funcionasse era preciso encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica.

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato.

O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé.

O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente frequentado pelas elites locais.

Posteriormente, as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte.

Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo, demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média. Daí, saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Alguns historiadores defendem que a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização.

Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu.

Parece que a composição da irmandade continha variada procedência étnica, já que se fala em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros.

Na comunidade existente atrás da capela da confraria, foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu, que, depois, se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano, para Cachoeira e São Félix, para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje, sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou Roça do Ventura.

O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho, passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.





O Candomblés

O Candomblé é praticado segundo diversas formas, de acordo com suas origens africanas.

 

Assim:

O Candomblé Ketú (pronuncia-se "quêtu", também chamado Candomblé Queto ou Candomblé de Rito Nagô é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé, tendo origens nas tradições dos povos da região Ketu, incluídos entre os iorubás ("nagôs").

Um dos mitos da criação do mundo (conforme afirma Barretti Fª, em sua obra "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odúduwá é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá.

Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole.

Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé.

Alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo.

O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà.

Os Kétu foram um importante precursor das religiões afro-brasileiras. Portanto, nos Candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçadores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu (título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu.

Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.

Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu.

 

Os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – Òrìṣàs Alákétu - além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do Candomblé Kétu.

Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo Reino Yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria .

Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas.

O Candomblé                        Ketú

Definição


O Candomblé é uma eligião animista, original da região das atuais Nigéria e Benin, trazida para o Brasil por africanos escravizados e aqui estabelecida, na qual sacerdotes e adeptos encenam, em cerimônias públicas e privadas, uma convivência com forças da natureza e ancestrais.

Por extenção, qualquer das seitas derivadas do candomblé ortodoxo, que sofreram processo de inclusão de heterodoxias (elementos de origem banta, do baixo espiritismo, de mitos ameríndios etc.).

O Candomblé é uma religião afro-brasileira derivada de cultos tradicionais africanos, na qual há crença em um Ser Supremo (Olorum, Mawu, ou Nzambi, dependendo da nação) e culto dirigido a forças da natureza personificadas na forma de ancestrais divinizados: orixás, voduns ou inquices, dependendo da nação.

De origem totêmica e familiar, é a religião declarada de 0,3% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010 do IBGE.

Também é possível encontrar praticantes em outros países como Uruguai, Argentina, Áustria, Suíça, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha.

Inicialmente reprimido pela sociedade escravocrata, pela Igreja Católica, pelo Estado e rejeitado pela sociedade: o Candomblé (como outros cultos de matriz africana), formava até meados do século XX, uma espécie de instituição de resistência cultural, primeiramente dos africanos, e depois dos afro-descendentes. A dessa época, muita coisa mudou, tornando o Candomblé e as demais religiõesa afro-brasileiras organizações de culto desprendidas das amarras étnicas, raciais, geográficas e de classes sociais.

Os elementos culturais que compõem o Candomblé são, na atualidade, uma parte integrante da cultura do folclore brasileiros.

O Candomblé não deve ser confundido com a Umbanda ou com outras religiões afro-brasileiras e afro-americanas com similar origem (tambor de mina, omolokô, xangô pernambucano ou batuque brasileiros.

També, não pode ser confundico com religiões desenvolvidas em oturas regiões, como o vodu haitiano, a santería cubana, o obeah e o kumina jamaicanos, o winti surinamês, dentre outras, e que são virtualmente desconhecidas no Brasil.




Origens


Gradativamente, os cultos negros foram se propagando pelos engenhos e pelas propriedades onde existiam escravos.

A princípio, em segredo, foram sendo desenvolvidos nas senzalas, e a seguir nas casas particulares, com a aquiescência dos senhores de escravos. Aos poucos foram tomando vulto e reunindo cada vez maior número de adeptos, que, por sua vez, se encarregavam de difundi-los nos grupamentos urbanos que se formavam.

Com o passar dos anos, o culto negro foi assumindo dimensões tais que, em 1830 foi fundada a Casa de Culto do Engenho Velho, na Bahia, que se constituiu no primeiro terreiro público de Candomblé, como já então de denominava o novo culto, no Brasil.




História


No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, na Bahia.

Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yoruba (Iorubá).

Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

Teve início em Salvador, na Bahia. De acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas fundaram um terreiro num engenho de cana-de- açúcar.

Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades.

Para cada categoria ocupacional, raça, nação, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas, havia uma.

Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo.

Para que uma irmandade funcionasse era preciso encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica.

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato.

O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé.

O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente frequentado pelas elites locais.

Posteriormente, as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte.

Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo, demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média. Daí, saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Alguns historiadores defendem que a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização.

Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu.

Parece que a composição da irmandade continha variada procedência étnica, já que se fala em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros.

Na comunidade existente atrás da capela da confraria, foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu, que, depois, se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano, para Cachoeira e São Félix, para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje, sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou Roça do Ventura.

O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho, passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.





O Candomblé Bantu ou Candomblé de Angola é uma das maiores nações de candomblé. Desenvolveu-se entre escravos que falavam Kimbundu, Umbundu kikongo.

A palavra bantu é uma reconstrução do “protobanto” com o significado de gente, termo criado pelo linguista alemão Wilhelm Bleek.

O termo bantu ou banto é usado para identificar os povos da África subsariana que falavam línguas bantas.

O Candomblé                     Bantú

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16.11.2019 Schlagerfestival Gais





Candomblé de Caboclo é todo Candomblé que além do culto aos Orixás, voduns (ou nkisis), cultua também espíritos ameríndios, chamados de entidades, catiços (ou caboclos boiadeiros) e gentileiros.

O Candomblé                  Caboclo

Definição


O Candomblé é uma eligião animista, original da região das atuais Nigéria e Benin, trazida para o Brasil por africanos escravizados e aqui estabelecida, na qual sacerdotes e adeptos encenam, em cerimônias públicas e privadas, uma convivência com forças da natureza e ancestrais.

Por extenção, qualquer das seitas derivadas do candomblé ortodoxo, que sofreram processo de inclusão de heterodoxias (elementos de origem banta, do baixo espiritismo, de mitos ameríndios etc.).

O Candomblé é uma religião afro-brasileira derivada de cultos tradicionais africanos, na qual há crença em um Ser Supremo (Olorum, Mawu, ou Nzambi, dependendo da nação) e culto dirigido a forças da natureza personificadas na forma de ancestrais divinizados: orixás, voduns ou inquices, dependendo da nação.

De origem totêmica e familiar, é a religião declarada de 0,3% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010 do IBGE.

Também é possível encontrar praticantes em outros países como Uruguai, Argentina, Áustria, Suíça, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha.

Inicialmente reprimido pela sociedade escravocrata, pela Igreja Católica, pelo Estado e rejeitado pela sociedade: o Candomblé (como outros cultos de matriz africana), formava até meados do século XX, uma espécie de instituição de resistência cultural, primeiramente dos africanos, e depois dos afro-descendentes. A dessa época, muita coisa mudou, tornando o Candomblé e as demais religiõesa afro-brasileiras organizações de culto desprendidas das amarras étnicas, raciais, geográficas e de classes sociais.

Os elementos culturais que compõem o Candomblé são, na atualidade, uma parte integrante da cultura do folclore brasileiros.

O Candomblé não deve ser confundido com a Umbanda ou com outras religiões afro-brasileiras e afro-americanas com similar origem (tambor de mina, omolokô, xangô pernambucano ou batuque brasileiros.

També, não pode ser confundico com religiões desenvolvidas em oturas regiões, como o vodu haitiano, a santería cubana, o obeah e o kumina jamaicanos, o winti surinamês, dentre outras, e que são virtualmente desconhecidas no Brasil.




Origens


Gradativamente, os cultos negros foram se propagando pelos engenhos e pelas propriedades onde existiam escravos.

A princípio, em segredo, foram sendo desenvolvidos nas senzalas, e a seguir nas casas particulares, com a aquiescência dos senhores de escravos. Aos poucos foram tomando vulto e reunindo cada vez maior número de adeptos, que, por sua vez, se encarregavam de difundi-los nos grupamentos urbanos que se formavam.

Com o passar dos anos, o culto negro foi assumindo dimensões tais que, em 1830 foi fundada a Casa de Culto do Engenho Velho, na Bahia, que se constituiu no primeiro terreiro público de Candomblé, como já então de denominava o novo culto, no Brasil.




História


No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, na Bahia.

Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yoruba (Iorubá).

Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

Teve início em Salvador, na Bahia. De acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas fundaram um terreiro num engenho de cana-de- açúcar.

Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades.

Para cada categoria ocupacional, raça, nação, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas, havia uma.

Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo.

Para que uma irmandade funcionasse era preciso encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica.

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato.

O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé.

O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente frequentado pelas elites locais.

Posteriormente, as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte.

Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo, demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média. Daí, saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Alguns historiadores defendem que a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização.

Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu.

Parece que a composição da irmandade continha variada procedência étnica, já que se fala em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros.

Na comunidade existente atrás da capela da confraria, foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu, que, depois, se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano, para Cachoeira e São Félix, para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje, sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou Roça do Ventura.

O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho, passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.





Candomblé de Caboclo, em Itaárica (BA)

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