Candomblé

O Candomblé é uma religião afro-brasileira que cultua os orixás, deuses das nações africanas de língua ioruba dotados de sentimentos humanos como ciúme e vaidade.

O Candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XIX com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiçaria.

Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, no sincretismo religioso. Por exemplo, Iemanjá é associada a Nossa Senhora da Conceição; Iansã, a Santa Bárbara, etc.

 

As cerimônias ocorrem em templos chamados territórios ou terreiros. Sua preparação é fechada e envolve muitas vezes o sacrifício de pequenos animais.

 

São celebrados em língua africana e marcadas por cantos e o ritmo dos atabaques (tambores), que variam segundo o orixá homenageado.

No Brasil, a religião cultua apenas 16 dos mais de 300 orixás existentes na África Ocidental.

O Candomblés

O Candomblé é praticado segundo diversas formas, de acordo com suas origens africanas.

 

Assim:

O Candomblé Ketú (pronuncia-se "quêtu", também chamado Candomblé Queto ou Candomblé de Rito Nagô é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé, tendo origens nas tradições dos povos da região Ketu, incluídos entre os iorubás ("nagôs").

Um dos mitos da criação do mundo (conforme afirma Barretti Fª, em sua obra "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odúduwá é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá.

Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole.

Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé.

Alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo.

O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà.

Os Kétu foram um importante precursor das religiões afro-brasileiras. Portanto, nos Candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçadores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu (título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu.

Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.

Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu.

 

Os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – Òrìṣàs Alákétu - além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do Candomblé Kétu.

Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo Reino Yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria .

Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas.

O Candomblé                        Ketú

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O Candomblé Bantu ou Candomblé de Angola é uma das maiores nações de candomblé. Desenvolveu-se entre escravos que falavam Kimbundu, Umbundu kikongo.

A palavra bantu é uma reconstrução do “protobanto” com o significado de gente, termo criado pelo linguista alemão Wilhelm Bleek.

O termo bantu ou banto é usado para identificar os povos da África subsariana que falavam línguas bantas.

O Candomblé                     Bantú

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Candomblé de Caboclo é todo Candomblé que além do culto aos Orixás, voduns (ou nkisis), cultua também espíritos ameríndios, chamados de entidades, catiços (ou caboclos boiadeiros) e gentileiros.

O Candomblé                  Caboclo

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Candomblé de Caboclo, em Itaárica (BA)

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Oferenda para caboclo

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