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Choque de Retorno

Também chamado de “revertério” ou “rebarba”.

 

É o nome dado ao fenômeno de retorno de parte da energia negativa empregada na feitura um feitiço (trabalho de magia negra ou negativa contra outrem), ao seu ponto de origem.

Esse conceito é comum tanto na Umbanda quanto no Candomblé, porque, embora a cultura iorubá africana - origem e influenciadora dos cultos afro-brasileiros - não se baseasse nos conceitos de bem e mal como oposições básicas, praticamente a totalidade dos praticantes e simpatizantes dessas religiões trazem consigo uma cultura arraigadamente cristã-ocidental, na qual bem e mal são conceitos distintos, definidos e opostos.

Os mais tradicionalistas negam a existência desse retorno, já que a elaboração de um feitiço, dentro dos conceitos iorubás, não pode ser considerado como moralmente ruim.

Contudo, existe uma consideração mais física para o fenômeno:

Ao serem manipuladas as energias necessárias para a realização de um trabalho, de qualquer natureza, para o bem ou não, a maior parte delas, se conduzido o trabalho por um sacerdote sensível e experiente, acabará por se dirigir ao alvo para o qual está sendo direcionada.

Parte delas, contudo, sempre será liberada no espaço adjacente ao local onde acontece o trabalho, e será, natural e inconscientemente, atraída pelos seres humanos que lá estejam presentes, e neles influirá, seja de forma benigna, seja de forma maligna, conforme seja sua natureza.

É o “choque de retorno”.

 

De qualquer forma, o conceito do “choque de retorno” corresponde à noção básica de que o mal pode ser praticado, mas há sempre um castigo nele implícito para aquele que o pratica.

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