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Cores

Como quase tudo o mais, quando se trata das religiões afro-brasileiras, face sua pouca sistematização, também as cores atribuidas aos Orixás, Correntes de Trabalho e Entidades variam conforme o Culto, e neste, conforme a Casa.

No geral, contudo, são as seguintes as correspondências:

 

 

OXALÁ

 

O branco-leitoso, representando a pureza, a paz, o amor e o perdão que ele irradia.

Em alguns terreiros, usa-se o roxo, num sincretismo evidente com a liturgia católica e representando o sofrimento de Jesus Cristo.

 

 

IEMANJÁ

 

Branco transparente, simbolizando a transparência cristalina da cor das águas.

Em alguns terreiros é usada a cor verde-mar.

 

 

OXÓSSI

 

Verde claro e brilhante, representando as matas, que são seu elemento de domínio.

 

 

XANGÔ

Na Umbanda, o marrom, porque ele é um Orixá idoso e num sincretismo com o hábito marrom de São Francisco de Assis.

No Candomblé, o vermelho, às vezes o vermelho e branco, e ainda o violeta.

 

 

OGUM

Há várias cores representando esse Orixá.

Na Umbanda, verde ou vermelho e branco, simbolizando: o verde, os campos e as matas que ele percorre com seu cavalo; o vermelho, o sangue derramado nas batalhas, e branco, por referência à cor de  Oxalá, de quem Ogum é o soldado, o guerreiro e o guardião.

No Candomblé, é usado o azul-marinho, que seria o resultado da combinação do azul-claro de sua armadura com o cinza de sua espada.

 

 

IANSÃ

 

A Umbanda lhe consagra o amarelo, lembrando o fogo e o raio por ela governados.

No Candomblé, sua cor é o vermelho, porque Iansã é o único Orixá feminino que é guerreiro e essa cor lembra o sangue derramado.

 

OXUM

 

Na Umbanda, o azul-claro, simbolizando a delicadeza e a bondade dessa Orixá das águas, e ainda por sincretismo com Nossa Senhora, cujo manto é azul-claro.

No Candomblé, o amarelo-ouro, por ser o Orixá dos rios, onde o ouro é encontrado.

 

 

OBÁ

 

Azul-escuro, verde-escuro, cor de vinho.

 

NHANHÃ

 

O lilás, lembrando a dor e a resignação, e também porque é a Orixá feminina mais idosa.

Também o azul e branco.

 

 

IBEIJI

 

Azul-claro e rosa, cores ligadas tradicionalmente às crianças.

 

 

OMULÚ

 

Preto ou vermelho e preto.

O preto porque ele é o dono dos cemitérios, e o vermelho devido à cor dedicada à Iansã, à qual está ligado por ser ela quem domina a parte

do cemitério que vai do portão de entrada ao cruzeiro.

 

 

OXUMARÉ

 

Verde e amarelo, porque ele representa a cobra e o arco-íris, e essas cores lembram o mar e o rio, respectivamente.

 

 

OSSAIM

 

Verde-claro ou verde e branco, lembrando as folhagens que ele representa.

 

ELEGBÁ ou EXÚ

 

Vermelho e preto.

O vermelho por se tratar de uma entidade muito atrasada no que se refere ao desenvolvimento espiritual, e, portanto, briguenta.

O preto porque, não sendo evoluído, vive nas trevas.

 

PRETOS-VELHOS

 

Sendo entidades exclusivas da Umbanda, apenas nesta têm cores.

O preto e o branco são-lhes dedicados, numa reminiscência dos tempos de escravidão, em que os escravos somente se vestiam com essas cores.

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