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As Falanges são agrupamentos compostos por entidades que têm entre sí afinidades quanto ao tipo de vibração que podem emitir e quanto à sua origem como seres humanos desencarnados, e que operam em direção ao mesmo objetivo.

 

Cada falange também é vista como uma "vibração", sob as quais se agrupam milhares de espíritos propriamente ditos.

 

Esses espíritos são, às vezes, identificados com os eguns do candomblé, espíritos que não se reencarnam, mas trabalham em harmonia com os orixás e são incorporados pelos pais-de-santo e mães-de-santo, ao passo que os orixás propriamente ditos nunca são incorporados.

 

A primeira falange de cada legião exprime a linha em sua forma mais "pura" e seu líder é considerado também o líder de toda a legião.

Cada uma das outras legiões representa uma conexão com alguma das outras linhas e tem algo da linha em relação à qual é tida como "intermediária".

 

Cada Linha de Umbanda se divide em sete Falanges, o que determina a existência de 49 Falanges.

 

Em correspondência à constituição das Linhas, as Falanges são formadas por um grupo de espíritos altamente desenvolvidos, sob o comando de um “Chefe-de-Falange” que, a exemplo dos “Chefes-de-Linhas”, também não mais reencarna ou incorpora em médiuns.

Cada “Chefe-de-Falange”, também denominado “Falangeiro”, comanda 49 grupos de espíritos, cada qual chefiado por um “Mestre”.

São, portanto, 2.401 os “Mestres”, cuja função é comandar os espíritos que incorporam em médiuns que possuem missão cármica de dirigir os centros de culto, os babalaôs.

Estes espíritos, por seu turno, comandam grande número de outras entidades, parte das quais incorpora nos demais médiuns dos centros de culto, e parte opera apenas no terreno astral.

O número total das entidades que compõe as Falanges tende ao infinito. Segundo alguns pesquisadores, são as seguintes as Falanges:

 

LINHA DE OXALÁ

 

  • Falange de Santo Antonio

  • Falange de São Cosme e São Damião Falange de Santa Rita

  • Falange de Santo Expedito Falange de Santa Catarina Falange de São Benedito

  • Falange de São Francisco de Assis

 

 

 

LINHA DE YEMANJÁ

 

  • Falange das Sereias Falange das Ondinas

  • Falange das Caboclas-do-Mar Falange das Caboclas-do-Rio Falange dos Marinheiros Falange dos Calunga

  • Falange da Estrela-Guia

 

LINHA DO ORIENTE

 

 

  • Falange dos Hindús e Ciganos

  • Falange dos Médicos e Cientistas

  • Falange dos Árabes e Marroquinos

  • Falange dos Japoneses e Chineses

  • Falange dos Mongóis e Esquimós

  • Falange dos Egípcios, Astecas, Incas e Índios Caraibas

  • Falange dos Gauleses, Romanos e outras raças européias

 

 

 

LINHA DE OXÓSSI

 

 

  • Falange de Urubatão

  • Falange de Araribóia

  • Falange do Caboclo das Sete Encruzilhadas

  • Falange dos Peles Vermelhas

  • Falange dos Tamoios

  • Falange dos Guaranís

  • Falange da Cabocla Jurema

 

 

 

LINHA DE XANGÔ

 

 

  • Falange de Iansã

  • Falange do Caboclo do Sol e da Lua

  • Falange do Caboclo da Pedra Branca

  • Falange do Caboclo do Vento

  • Falange do Caboclo Treme-Treme

  • Falange do Caboclo Preto-Guenguelê

  • Falange do Caboclo da Pedra

 

 

 

LINHA DE OGUM

 

 

  • Falange de Ogum Beira-Mar

  • Falange de Ogum Rompe-Mato

  • Falange de Ogum Megê

  • Falange de Ogum Naruê

  • Falange de Ogum Matinata

  • Falange de Ogum Yara

  • Falange de Ogun Delê ( ou Ogum de Lei)

 

 

 

LINHA AFRICANA

 

 

  • Falange do Povo da Costa

  • Falange do Povo do Congo

  • Falange do Povo de Angola

  • Falange do Povo de Benguela

  • Falange do Povo de Loanda

  • Falange do Povo de Moçambique

  • Falange do Povo da Guiné

 

 

 

A lista apresentada pode conter divergências quanto aos nomes das Falanges, de acordo com o entendimento de outros pesquisadores ou de praticantes, tendo em vista a ausência de uma maior sistematização do culto da Umbanda.

Da mesma forma, essa e outras classificações não podem ser consideradas canônicas, porquanto existem diferentes interpretações conforme a tenda ou terreiro, não havendo uma sistematização do assunto, tal como, de resto, ocorre com as religiões afro-brasileiras.

No geral, contudo, a importância reside na compreensão da estrutura hierárquica por que se organiza o mundo espiritual.

 

Uma outra interpretação define o seguinte agrupamento das falanges, segundo Woodrow Wilson da Matta e Silva, conhecido também como Mestre Yapacani (seu nome iniciático), nascido em Garanhuns, a 28 de julho de 1916 tendo falecido no Rio de Janeiro, em 17 de abril de 1988.

Matta e Silva foi fundador da Tenda de Umbanda Oriental, fixada na Terra da Pedra da Cruz – Itacuruçá, RJ, a qual veio a tornar-se a primeira Escola Iniciática de Umbanda Esotérica do Brasil.

 

Organização das Falanges

 

  Falanges

Uma interpretação mais recente atribui dois Orixás a cada linha da Umbanda, representando seus aspectos ativo e passivo, ou feminino e masculino, chegando a um total de quatorze orixás.

 

 

O seguinte esquema é da Fraternidade Confraria da Luz

 

 

 

 

O esquema abaixo corresponde ao de “As sete linhas de Umbanda” de Rubens Saraceni

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