Glossário

Termos empregados nas Religiões Afro-Brasileiras

A


ABA

1. Pai, tanto de sangue como no sentido de lider patriarcal de um grupo.

2. Prefixo indicativo de ancestralidade.

3. A utoridade que tem o pai-de-santo de organizar e comandar o terreiro.

4. Poder de ordenar o Axé.

ABÁ

Termo que significa paz espiritual ou esperança de tranquilidade, ao fim de um período de provações.

ABAÇÁ

Templo, tenda, terreiro de Umbanda.

ABAÇAI

Espírito sem luz, causador de obcessões.

ABADÔ

Milho, em nagô, quando usado ritualísticamente em trabalhos de Umbanda e Candomblé.

ABALUAÊ

ou Abaluaiê. Outro nome de Omulú.

ABAO

Iniciando masculino em processo de desenvolvimento no culto da Umbanda

ABARÁ

Comida ritual oferecida a Iansã: consiste em um bolo de feijão-fradinho cozido e envolto em folha de bananeira.

ABARÉ

Iniciando na Umbanda, já médium completamente desenvolvido.

ABASSÁ

Salão onde se realizam as cerimônias públicas no Candomblé: “barracão do terreiro.

ABEBÉ

Leque, símbolo de Yemanjá e Oxum.

ABERÉM

Comida ritual oferecida a Omulú e Oxumaré: consiste num bolo de massa de arroz e milho, com açúcar e envolto em folha de bananeira.

ABIÃ

Posto mais baixo na hierarquia do Candonblé.

Corresponde ao frequentador não iniciado, mas com disposição para tal. Não pode ser confundido com o frequentador eventual.

ABÔ

1. Conceito abstrato de proteção.

2. Banho de ervas usado para limpeza e proteção.

ABÔ DOS AXÉS

Água contendo ervas maceradas e sangue de animais utilizada para cerimônias no Candomblé.

ABRIR A GIRA

Dar início aos trabalhos nos terreiros de Umbanda.

ABRIR A MESA

Começar os trabalhos dos Jogos de Búzios ou Ifá.

ACAÇÁ

Comida ritual oferecida a Yemanjá, Nanã, Ibeiji e Exú: consiste numa espécie de pasta com farinha de arroz e sem sal.

ACANGÁ

Cabeça

ACARAJÉ

Comida ritual oferecida a Iansã e Obá: consiste num bolinho feito com feijão-fradinho, temperos, e frito no azeite de dendê.

Quando ofertados para Iansã, os três primeiros são destinados a Exú.

ACHANTI

Negro originário de certa região da África

ACHI

Desprezo, em nagô.

ACHIRÉ

Finalização de um processo de transe, possessão ou incorporação.

Desincorporação.

ADAMASCENO

Um dos nomes do machado duplo de Xangô.

ADARRUM

Toque de tambor para a chamada dos Orixás.

ADÊ

Capacete usado por Oxum.

ADEJÁ

ou Adjá. Pequeno sino de metal usado em cerimônias, tanto do Candomblé como da Umbanda: destina-se a facilitar o distanciamento da consciência e apressar o processo de transe do médium.

ADÔ

Cabaça usada para guardar pós e macerações no Candomblé.

ADÔ-FEÁ

ou Odó-Iya. Saudação a Yemanjá.

ADUBALÉ

Saudação feita diante do peji (altar), em que o filho-de-santo se prosta de bruços, tocando a cabeça no chão. O mesmo que Bater a Cabeça.

ADUM

Comida ritual oferecida a Oxum: consiste em milho torrado, mel e azeite de dendê, formando um creme.

AFA-DÚ

Figuras que vão sendo formadas no Jogo de Búzios.

AFEFÉ

Vento que míticamente acompanha Iansã, prenunciando tempestade.

AFOMÃ

Um dos nomes de Oxalá.

AFONJÁ

Um no nomes de Xangô.

AFOXÉ

1. Grupo folclórico tradicional no carnaval de Salvador-Bahia.

2. Termo usado, em carater crítico, para designar um terreiro ou cerimônia sem muita credibilidade ou de segunda categoria, ou ainda, uma cerimônia de Quimbanda.

AGANJÚ

Um dos nomes de Xangô.

AGBÔ

Carneiro

AGÔ

Termo nagô: pedido de licença para se retirar; pedido de perdão por falta cometida.

AGOGÔ

Sinos de metal usados nos terreiros para marcar o ritmo.

Não são empregados para provocar transe.

AGUÊ

Maraca; instrumento rítmico feito com uma cabaça e contas

AI-IE-IÊU

Saudação ritual a Oxum. O mesmo que ERI IEIÊ Ô.

AIRÁ

Um dos tipos de Xangô.

AIUCÁ

Um dos nomes de Yemanjá.

AIUCARA

Colar feito de dentes de animais.

AIZAN

Literalmente, a morte, num sentido de força energética.

AJÁ

Orixá que conduz o espírito dos eleitos para o astral, onde irão aprender os segredos e as magias.

AJABÓ

Comida ritual oferecida a Iroko: consiste num prato feito com quiabos picados e mel.

AJAGUNÃ

Um dos nomes de Oxaguiã, O Oxalá Moço

AJELU

Exú masculino, mensageiro de Oxalá.

AJEUN

Comida, em nagô.

AJE-SALUNGÁ

Orixá filho de Yemanjá, dono da riqueza e da fartura de bens materiais.

AJUNTÓ

É o segundo Orixá-de-Cabeça que todo ser humano possue.

ALABÁ

Sacerdote Supremo do culto aos Eguns.

ALABÊ

Ogã que toca os atabaques nas cerimônias dos terreiros.

ALAFI

Sacerdote auxiliar no culto aos Eguns.

ALARUÊ

Briga.

ALGUIDAR

Vasilha de barro usada para guardar comidas-de-santo.

ALHUÊ

Alma penada que ainda não encontrou seu lugar no astral. No Candomblé, é o quiumba.

ALUÁ

Bebida ritual de diversos Orixás: consiste num refresco não alcoólico feito com milho verde, cana de açúcar e gengibre.

ALUFÁ

Um dos nomes de Xangô.

ALUVAIÁ

Um dos nomes de Exú.

AMACI

Banho de ervas para purificação

AMALÁ

Comida ritual oferecida a Xangô, Ibeiji e Obá: consiste num carurú de quiabo com pirão de farinha de mandioca.

AMANSA BESTA

Mistura de mel com canela, usada nos terreiros de Umbanda para refrear entidades negativas ou violentas.

AMARRADO

Situação de um indivíduo que está sob o efeito de um trabalho ou feitiço que tem o objetivo genérico de atrapalhar sua vida.

AMORENKÓ

Momento ritual na iniciação ao Candomblé em que o Orixá-de-Cabeça anuncia ao filho-de-santo iniciante seu nome em iorubá (nagô).

AMPADO

Chicote de três tiras, objeto ritual de Oxóssi.

AMUXÃ

Nome do iniciado na Sociedade Secreta dos Eguns, cuja função cerimonial é brandir o chicote sagrado para manter os Eguns em seus limites ritualísticos.

ANDERÊ

Comida ritual oferecida a Nanã: consiste básicamente em um vatapá feito com feijão-fradinho.

ANGU

Comida ritual oferecida a Yemanjá: consiste numa massa de farinha de mandioca cozida, acompanhada de frutos do mar.

ANGUE

Termo guaraní: alma penada, o quiumba do Candomblé.

APARÁ

Entidade feminina com as características de Oxum. Como é mais agressiva e menos conciliatória que aquela Iyabá, é considerada a Oxum-Guerreira.

É a companheira de Xangô nas jornadas de conquista desse Orixá.

APARELHO

Filho-de-santo que recebe a incorporação de uma entidade. Cavalo. Burro.

APOWA

Bolsa da Criação dada por Olódumaré a Oxalá.

ARA ORUM

Eguns que sofreram morte violenta.

ARIAMBÁ

Pote de barro usado para guardar o azeite-de-dendê.

ARIAXÉ

Banho de ervas usado no processo de iniciação no Candomblé.

ARIBÉ

Panela ou frigideira feita de barro.

ARIPÓ

Panela ou alguidar feito de barro.

ARO-BOBOI

Ou Aro Moboi. Saudação a Oxumaré.

ARO-MOBOI

Ou Aro Boboi. Saudação a Oxumareé.

ARUANDA

Orum. Lugar onde moram os Orixás. O Além. O Céu.

ASSENTAMENTO

Conjunto de objetos, pedras, metais e madeira que servem de acumuladores de força (axé) de um Orixá.

ATABAQUE

Tambores rituais, altos e afunilados, de diferentes tamanhos, usados no Candomblé e na Umbanda.

ATÔ-AXOGUM

Filho-de-santo no Candomblé, cuja função é sacrificar os animais de duas patas, nas cerimônias.

ATOTÔ

Saudação ritual a Omulú.

ATUADO

Pessoa que se encontra sob a influência de um espírito.

AXÉ

  1. 1. Força mítica relacionada com o culto aos Orixás.

  2. Energia emanada dos Orixás que age de forma dinâmica sobre os objetos.

  3. Força mágica, qualidade que dá vida às coisas.
  4. Conjunto de objetos simbólicos preparados no Candomblé para armazenar as forças míticas oriundas do astral.
  5. Termo do cotidiano da Bahia empregado do sentido desejar boa sorte, felicidade, a outrem.

AXEXÉ

Ritual funebre.

AXÔ

Roupas, em nagô.

AXOGUN

Auxiliar de terreiro, no Candomblé, cuja função é sacrificar os animais de duas e de quatro patas. É, geralmente, importante na hierarquia da Casa.

AXOQUÊ

Um dos nomes de Yemanjá.

AXORÓ

Um dos nomes de Ogum

AXOTE

Saia de uma filha-de-santo.

AXOXÓ

Comida ritual oferecida a Oxóssi e Logunedê: consiste em milho amarelo misturado com côco raspado.

AYÉ

Mundo material. Terra.

AZÉ

Capacete de palha usado por Omulú.




B


BABÁ

1. Pai.

2. Prefixo de diversas palavras onde existam, mesmo que simbólicamente uma relação de paternidade.

Exemplo: Babalorixá - pai-de-santo

BABALÁ

Avó

BABALAÔ

Originalmente era o sacerdote iniciado na adivinhação de Ifá, no culto afro.

Atualmente significa chefe-de-terreiro.

BABALORIXÁ

Chefe supremo do terreiro, masculino.

Na tradução popular: pai-de-santo.

BABAOJÊ

Sacerdote do Culto Secreto dos Eguns.

BATATIMBA

Mulher com poderes mediúnicos especiais, muito elevados.

BAIXAR

Expressão popular usada para designar o processo pelo qual uma entidade incorpora no iniciado.

BAIXAR O SANTO

O mesmo que baixar.

BALÉ

ou Balé das Almas. Casa dos mortos; pequena construção separada do corpo da casa principal do terreiro, dedicada aos Eguns.

BALIBÊ

Amuleto de proteção.

BAMBÃ

Leque cerimonial de Ibeiji.

BANDA

1. Lugar de origem de uma entidade da Umbanda.

2. Sinônimo de Linha de Trabalho.

BANGO

Dinheiro ou valores.

BANGOLAR

Andar sem rumo.

BANHO DE ABÔ

Lavagem ritual com líquidos contendo ervas específicas de cada Orixá.

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BANHO DE DEFESA

Banho realizado com uma lavagem preparada com folhas específicas, sal grosso e outros ingredientes, destinado a afastar entidades ou fluidos energéticos que estejam prejudicando o equilíbrio energético ou vibratório de uma pessoa.

O mesmo que banho de descarga. O mesmo que descarrego.

BANHO DE DESCARGA

O mesmo que banho de defesa.

BANZÉ

Briga, conflito, barulho.

BARÁ

Um dos nomes de Exú

BARAJÁS

Colares de pequenos búzios. Fazem parte das roupas ritualísticas de Nanã, Omulú e Oxumaré.

BARAKA

Força espiritual. Axé.

BARCA

ou Barco.

1. Grupo de filiados ao Candomblé ou à Umbanda, que recebe sua iniciação ou nova graduação.

2. Cerimônia ritual específica para essa finalidade.

BARRACÃO

Salão central de um terreiro de Candomblé, onde acontecem as cerimônias públicas.

BARRAVENTO

1.Tontura que acomete o médium pela proximidade de uma entidade.

2. Crise de possessão não controlada que é imposta pelas entidades astrais a frequentadores do culto do Candomblé, para reclamar seu desenvolvimento mediúnico.

BASTÃO DE OGUM

Planta também conhecida como Espada de São Jorge.

BATER CABEÇA

Saudação feita diante do peji (altar), em que o filho-de-santo se prosta de bruços, tocando a cabeça no chão. O mesmo que adubalê.

BATETE

Comida ritual oferecida a Ogum: consiste em inhame crú banhado no epó, que é uma espécie de azeite de dendê.

BATUQUE

Designação para os cultos afro-brasileiros no Rio Grande do Sul.

BEGUIRI

Comida ritual oferecida a Xangô: consiste numa espécie de amalá com peixe.

BEJÉ-Ó-RÓ

Saudação ritual a Ibeiji.

BEKU

Egum.

BURUNDANGA

Trabalho com fins destrutivos, praticado na Quimbanda.

BURRO

Filho-de-santo que recebe a incorporação de uma entidade.

Aparelho.

Cavalo.

BOILA

Colar de contas usado pelos filhos-de-santo.

Serve como catalizador do axé do respectivo Orixá.

BORI

Cerimônia que é parte da iniciação no Candomblé, em que é “feita a cabeça” do iniciante.

Consiste numa raspagem de cabelos e no processamento ritual de uma incisão no couro cabeludo do topo da cabeça, (ori), local por onde será feita a troca de energia entre o indivíduo e o Orixá.

BORÓ

1. Dinheiro.

2. Pagamento por trabalhos na Umbanda e no Candomblé.

BOZÓ

Feitiço destrutivo.

BREA

Oração de início de trabalhos e cerimoniais da Quimbanda.

BÚZIO

Espécie de concha empregada no Jogo de Búzios.




C


CAA

Mata. Termo tupi-guaraní.

CABAIA

Túnica curta usada na Umbanda.

CABOCLO

Entidade que se manifesta nos terreiros de Umbanda.

Espíritos descendentes diretos das comunidades indígenas.

CABULA

Culto afro-brasileiro pouco conhecido, de origem angolana, com concepções derivadas do Candomblé. Suas cerimônias acontecem nas matas.

CAFOFO

Túmulo.

CALUNGA

Grupo de entidades - Exús - ligadas aos cemitérios.

CALUNGA MAIOR

Mar.

CALUNGA MENOR

Cemitério.

CAMANÁ

Iniciado na Cabula.

CAMARINHA

Sala ou quarto onde o iniciante no Candomblé fica recluso durante o período de iniciação.

CAMBÁ

Amuleto colocado atrás ou sobre a porta, do lado de dentro da casa, com o objetivo de afastar os Eguns.

CAMBONO

Auxiliar masculino ou feminino nos terreiros de Umbanda ou Candomblé.

CANDOMBLÉ

Culto afro-brasileiro que se ocupa do louvor aos Orixás.

CANDOMBLÉ DE CABOCLO

Culto semelhante ao Candomblé tradicional, acrescido da presença de caboclos de origem indígena. Antecessor da Umbanda.

CANGERÊ

1. Trabalho de magia negra.

2. Nome de uma dança em alguns terreiros.

CANZUÁ

Terreiro.

CAPANGA

1. Objeto ritual de Oxóssi, Oxaguiã e Lagunedê.

2. Bolsa de viajante.

CARMA

Conjunto de obrigações que o espírito adquire em razão de atitudes inadequadas tomadas em vidas anteriores.

CARUARA

Desequilíbrio energético induzido a um ser humano, pelas forças mágicas de um trabalho.

CARURU

Comida ritual oferecida a Ibeiji: consiste numa massa quase líquida de quiabos, cebola, folhas e ervas, misturada com azeite de dendê.

CATIMBÓ

Culto indígena posteriormente influenciado por rituais africanos, católicos e kardecistas.

Objetiva a cura, os conselhos e a relização trabalhos, tanto para o bem como para o mal.

CATULAR

Cortar o cabelo, no ritual do bori.

CAVALO

Filho-de-santo que recebe a incorporação de uma entidade. Aparelho. Burro.

CAURIS

Conchas, búzios.

CHIBAMBA

Fantasma, aparição.

CHOQUE DE RETORNO

Fenômeno do retorno ao ponto de origem de parte da energia empregada num trabalho de magia negra.

CINCA

Búzio que cai com a cavidade voltada para cima, no Jogo de Búzios.

CINCAN

Búzio que cai com a cavidade voltada para baixo, no Jogo de Búzios.

COISA FEITA

Feitiço, trabalho maléfico.

COMPADRE

Nome adotado na Umbanda para se referir a Exú.

CONGÁ

Gongá. Peji. Altar.

CONQUÉM

Galinha de angola.

CONTRA-RUN

Nome de um dos atabaques do terreiro.

COROA

Graduações atribuidas aos mediuns da Umbanda, de acordo com seu desenvolvimento.

CORPO ASTRAL

Perispírito.

COVÃO

Cemitério.

CRÉDULO

Pessoa de boa fé e ingênua que aceita e acredita em informações enganosas emitidas por falsos médiuns.

CRIANÇAS

Entidades da Umbanda. São espíritos que constituem uma Falange astral alinhada na Falange de Ori, os Erês.

CRUZAMENTO

1. Cerimônia da Umbanda realizada no final do ritual de iniciação.

O chefe do terreiro marca o novo médium com sete cruzes em pontos estratégicos: testa, nuca, lado esquerdo do peito, costas das mãos e peitos dos pés.

No Candomblé o cruzamento é feito durante o Bori.

2. Ritual de consagração de guias ou outros objetos, na Umbanda, sempre executado por um guia incorporado.

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CUBATA

Choupana.

CUCURUCO

Charuto.

CUNDIM

Farofa utilizada para despachos na Umbanda.

CURA

Ritual do Candomblé realizado nas sextas-feiras, que objetiva proteger o corpo do iniciado das doenças. Consiste na marcação de pequenas cruzes com uma faca, no corpo do iniciado.

CURIAU

Despacho. Comida de santo.

CUTILAGEM

Corte que se faz na cabeça do iniciante durante o Bori, no Candomblé.




D


Orixá feminino que compõe Oxumaré.

DADÁ

Um dos tipos de Xangô.

DAMATÁ

Arco e flecha de metal, objetos simbólicos de Oxóssi.

DANDALUNGA

Um dos nomes de Yemanjá.

DAR PASSAGEM

Ato de facilitar ou permitir a incorporação de uma entidade.

DAR PASSES

Costume kardecista incorporado pela Umbanda. A entidade incorporada, através das mãos do médium, transmite vibrações para a pessoa que recebe o passe, por intermédio da aura.

DECÁ

Cerimônia do Candomblé e da Umbanda em que o filho-de-santo é autorizado a abrir seu próprio terreiro.

DELÉ

Um dos nomes de Xangô.

DELOGUM

O conjunto de 16 búzios empregados no Jogo de Búzios.

DEMACHE

Espécie de bengala ou muleta , que em alguns terreiros é considerado como objeto ritualístico de Xangô.

DENGUÊ

Qualidade feminina. Requebros. Vaidade.

DESACOSTAR

Desincorporar.

DESCARGA

Trabalho que tem por finalidade remover fluidos negativos do corpo de uma pessoa. É feito através de passes, banhos, queima de pólvora, etc.

DESCARREGO

Trabalho de descarga.

DESENCARNAR

Morrer.

DESENVOLVER

Realizar o treinamento a que se submetem os médiuns para aprender a permitir e controlar o fonômeno das incorporações.

DESPACHAR

1. Ato de levar para fora do terreiro os restos de oferendas e trabalhos.

2. Ato de livrar-se das sobras resultantes de um trabalho, jogando-o em água corrente, no mar, ou depositando-o em locais indicados pelos guias.

DIJINA

Nome secreto, pessoal e instransferível de um iniciado no Candomblé, que lhe é revelado por seu Orixá-de-Cabeça

DILONGA

Prato que representa um dos utensílios de Xangô.

DOBALE

Cumprimento que fazem os filhos-de-santo para o peji, aos atabaques, ao pai ou mãe-de-santo, a visitantes ilustres, etc. Consiste em prostar-se de bruços no chão, apoiando-se no quadril e antebraços, uma vez do lado esquerdo, outra do lado direito.

DUBURÚ

Pipoca

DOÚ

Ou Doum. Figura mítica associada a Ibeiji.

Mitológicamente seria um irmão menor dos Orixás gêmeos.

DOUTRINAÇÃO

Procedimento, na Umbanda, que visa aconselhar espíritos desencarnados.




E


EBAMI

Ou Ebani.

No Candomblé: Terceira coroa atribuida aos filhos-de-santo, quando completos sete anos de trabalho após sua iniciação.

Na Umbanda: Terceira coroa atribuida aos filhos-de santo, sem período de tempo pré-determinado, mas por merecimento.

Grau seguinte a Vodum.

EBANI

O mesmo que ebami.

EBÍ

Serpente representada por um ferro retorcido e que é colocada junto ao machado de Xangô.

EBÓ

Oferenda feita a Exú.

EBÔ

Comida ritual oferecida a Oxalá: consiste num mingau de milho branco, cozido demoradamente em água sem sal.

EBOMI

Sacrifício de animais dedicado a Oxum.

EBORA

Classe de entidades que administram o mundo.

ECHÊ

Golpe mortal aplicado pelo Axogum no animal objeto de sacrifício.

ECOPOCU

Vida Eterna.

ECTOPLASMA

Fluido coagulavel de origem imaterial-psíquica fornecido pelos médiuns de efeitos físicos.

É utilizado para os fenômenos de materialização.

ECU

Dança das filhas-de-santo no Candomblé.

ECRU-CU

Parte do Axexê: oferta de um animal crú que integra o conjunto de oferendas feitas à alma do morto.

EDIFÁ

Despacho destinado a fazer com que alguém se apaixone pela pessoa que pede o trabalho. É raramente feito.

EDURU

Comida ritual oferecida a Baiani: consiste numa pasta de feijão-fradinho esmagado com mel.

EFU

Pó de giz.

EFUM

Ritual no qual são pintados na cabeça no iniciante no Condomblé, círculos concêntricos com as cores de seus Orixá-de-Cabeça.

EGRÉGORA

Espírito coletivo criado por um tempo limitado em função de um trabalho específico. O mesmo que Sacaranga ou Sr.Sacaranga.

EGUM

Alma ou espírito de um ser humano morto.

EGUNGUN

Materialização de desencarnados. Aparição.

EHÔ

Tabú, proibição, impedimento no Candomblé. Euó.

EJÉ

Sangue de um animal sacrificado ritualmente para ser oferecido a Exú ou outro Orixá.

EKE

Algo que é falso, mentiroso, sem validade ritual.

EKÉDI

1. No Candomblé: designa as encarregadas de cuidar das filhas-de-santo em transe.

2. Na Umbanda: grau inicial de coroação dos cambonos, masculinos ou femininos.

ELEDÁ

ou Elemi. Guia espiritual do indivíduo, sincretizado com o Anjo da Guarda cristão.

ELEGBÁ

ou Elegbará. Orixá que comanda a Linha de Exú.

ELEGBARÁ

Versão do nome de Elegbá.

ELEMENTAIS

Espíritos básicos da natureza. Forma de energia que emana diretamente dos elementos naturais: água, terra, fogo, rochas, vegetais, etc.

ELEMI

O mesmo que eledá.

ELUÔ

Vidente. Adivinho.

EMANAÇÕES

Projeções ou irradiações de forças.

EMBANDA

1. Mensageiro. Feiticeiro. Orador de terreiro.

2. Sacerdote da Cabula.

EMBARABÔ

Exú, em nagô.

ENCANTADOS

Nome originalmente dado às entidades que se manifestavam nos terreiros de Catimbó.

EMI

Espírito, alma, essêncial vital de cada pessoa, que independe do corpo físico e sobrevive à morte deste.

ENCOSTO

Espírito que, conscientemente ou não se aproxima de uma pessoa, obsedando-a.

ENDILOGUM

Sorte revelada no Jogo de Búzios.

ENDOQUE

Feiticeiro. Quimbandeiro.

ENDULU

Profano que vai ser iniciado no ritual de Umbanda.

ENGORÓSSI

O mesmo que ingoróssi. Oração falado ou cantada. Ponto.

ENGUIÇO

Azar. Mau olhado.

ENINODÔ

Objeto ritual de Oxalá. É uma espécie de pilão de metal branco.

ENJIRA

1. Cerimônia de Umbanda em que as danças são primordialmente movimentos de giro rápido.

2. Sinônimo de gira.

ENVULTAMENTO

Trabalho de magia negra, que utiliza uma imagem material - fotografia ou boneco - de uma pessoa, ou um objeto que tenha estado em contato com ela, e se destina a provocar sua morte. Deriva dos cultos vudús praticados na região do Caribe.

EPÁ-BABÁ

Saudação ritual a Oxalá.

EPA-HEI

Saudação ritual a Iansã.

EPÓ

Especie de azeite de dendê.

ERÊ

Espirito de ou sob a forma de uma criança.

ERI-IEIÊ-Ô

Saudação ritual a Oxum. Popularizou-se sob a forma “AI-IÊ-IÊU”, seguida da expressão carinhosa “Mamãe Oxum”.

ERÔ

Segredos rituais do Candomblé que não podem ser revelados a estranhos.

ERU

1. Na Umbanda: espírito negativo ou violento.

2. No Candomblé: pacote que se faz no último dia do Axexê contendo os objetos e assentamentos do falecido.

Ê-SALUBÁ

Saudação situal a Nanã-Burukú.

ESPIRITISMO DE LINHA

Nome dado à Umbanda.

ESPIRITISMO DE MESA

Nome dado ao espiritismo da linha kardecista.

ESTADIO

Estrado onde se assentam os atabaques usados na Umbanda e no Candomblé.

ESTRELA GUIAE

Falange espiritual ligada à Linha de Yemanjá.

ETU

Feitiço destinado a provocar danos físicos à pessoa visada, especialmente em sua pele.

Um de seus componentes conhecidos é terra de cemitério.

EUÊ-Ô

Saudação ritual a Ossaim.

EUÓ

Tabu, probição, impedimento no Candomblé. Ehô

EXÊ

Amuleto. Patuá

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EXÊ-E-BABÁ

Saudação ritual a um dos tipos de Oxalá, o velho Oxalufã.

EXEQUERÊ

Orixá masculino que trabalha na Linha de Yemanjá.

EXIIM

Nome da dança ritual de Omulú.

EXÚ

Nome guerreiro de todas as entidades mensageiras subordinadas a Elegbá.




F


FALANGE

Termo da Umbanda. Subdivisão das Linhas de Lei. Conjunto de espíritos que exercem sua influência numa mesma faixa vibratória.

FALANGEIRO

Entidade chefe de Falange.

FAZER BOZÔ

Termo de magia negra. Enfeitiçar alguém.

FAZER A CABEÇA

Iniciar-se no Candomblé.

FAZER O SANTO

Iniciar-se no Candomblé.

FECHAR A TRONQUEIRA

Ritual dos cultos afro, que visa o isolamento do terreiro e dos participantes, para impedir o ingresso de influências maléficas.

FECHAR O CORPO

Cerimônia ritual destinada a isolar o corpo e o espírito de uma pessoas das influências do mundo externo.

FEITO EM PÉ

Pai ou mãe-de-santo sem o preparo adequado para função, “feito-no-santo” de maneira não condizente com os rituais mínimos tradicionais.

FEITO NO SANTO

Iniciado do Candomblé que já se submeteu ao ritual do Bori.

FESTA DE ORÔ

Cerimônia anual do Candomblé em que todos os Orixás são cultuados simultâneamente.

No Brasil já é tradicional a Festa de Orô do Oxé Apô Afonjá, da Bahia.

FERRAMENTAS

Simbolos metálicos dos Orixás.

FETICHE

O mesmo que assentamento.

FILÁ

Chapeú em forma de cone, feito com palha-da-costa, usado como cobertura de cabeça pelas filhas de Omulú, nos cerimoniais do Candomblé.

FILHO-DE-SANTO

Iniciado na Umbanda ou no Candomblé.

FIRMAR

Resistir à proximação de uma entidade. Dificultar ou impedir a incorporação.

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FIRMAR A PORTEIRA

Corresponde a riscar com pemba (pedra de gíz) , símbolos rituais na entrada de um terreiro, para protege-lo de influências negativas.

FIRMAR O ANJO DA GUARDA

Ato de fortalecer o Orixá-de-Cabeça de uma pessoa, com o oferecimento de comidas e bebidas rituais.

FIRMAR O PONTO

Cantar em grupo o ponto referente a um Orixá, Corrente ou Entidade, de forma a agrupar as vibrações energéticas do grupo, orientando-as numa única direção comum, fortalecendo a identidade do grupo.

FORÇA CONTRÁRIA

Força maléfica ou inadequada que, quando atraida, pode trazer prejuizos.

FUMEGA

Sinônimo de cocoruco: cigarro ou charuto.

FUNDANGA

Pólvora.

FUNFUN

1. Branco.

2. Termo usado para designar os primeiros Orixás emanados do Princípio Criador.

FURADELÊ

Saudação. Reverência.

Cumprimento de cordialidade entre os guias.




G


GAMELEIRA

Árvore robusta e de fortes raizes, considerada sagrada pelo Candomblé, e dedicada ao Orixá Irôko. Todo terreiro tradicional do Candomblé possue uma gameleira, ao pé da qual são enterrados os axés da Casa, e feitas as oferendas a Iroko.

GANGA

1. Na lingua Bantô: sacerdote e também designação para Exú.

2. No Candomblé: nome dado a Exú violento e descontrolado. 3. Na Umbanda: designação do equilíbrio entre as forças positivas e negativas de todo ser vivente. Sigfinica, portanto, neutralidade.

GENTE FINA

Linha de entidades que baixam nos terreiros e apresentam comportamento aristocrático, tanto nos modos, como nos pedidos que fazem.

GIRA

Termo de Umbanda: cerimônia básica em que os filhos-de-santo se reunem para a prática dos rituais de chamamento dos espíritos. O nome provém das danças em que os iniciados giram repetidamente. Sinônimo de Engira. O mesmo que Toque.

GONGÁ

1. Congá. Peji. Altar.

2. Por extensão, lugar onde são realizadas as sessões de Umbanda.

GRANDE ALUFÁ

Título outorgado a um dirigente máximo de um grupo de terreiros de Umbanda.

GRANDE OGÃ

ou Grande Ogan. Posto hierárquico na Umbanda ou no Candomblé.

Corresponde a dirigente da parte material da Casa. Grau seguinte a Ogan.

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GRANDE OGÃ COLOFÉ

ou Grande Ogan Colofé. Posto hierárquico na Umbanda ou no Candomblé.

Corresponde a dirigente maior da parte material da Casa e suas filiadas. Grau seguinte a Grande Ogan.

GROGA

1. Literalmente: coisa ruim.

2. Na Umbanda: pinga, geralmente com mel, oferecida aos pretos-velhos.

3. No Candomblé: pinga mal feita ou muito forte

GRONGUEIRO

Mistificador que se diz médium.

GUARACI

Sol.

GUEDELÉ

Objeto ritualístico do culto aos Eguns. Trata-se de uma máscara de madeira esculpida representando, estilizadamente, um rosto humano.

GUGURU

Pipoca oferecida ritualísticamente a Omulu, Oxumaré e Exú.

GUIAS

1. No feminino: colares de contas usados pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé.

2. No masculino: termo específico da Umbanda, que designa as entidades espirituais.




H


HAUÇÁ

Povo antigo no norte da Nigéria. No Brasil seus descendentes são conhecidos como “Malês”, possuindo um culto de Candomblé com características próprias.

HORAS ABERTAS

Conceito da Umbanda. São horas consideradas propícias para o trânsito das vibrações e emanações magnéticas, positivas ou negativas, que ficam mais fortes, e portanto, mais capazes de influenciar e serem assimiladas pelos seres humanos. Por isso, são consideradas impróprias para a realização de trabalhos ou cerimônias. São: 6:00 hs.; 12:00 hs.; 18:00 hs. e 24:00 hs.

No Candomblé essas horas não são consideradas perigosas, e algumas das cerimônias desse culto são realizadas nesses horários, como, por exemplo, as oferendas a Exú, que são feitas, preferencialmente, à meia-noite.

HORAS FECHADAS

Por exclusão, todas as outras.




I


ou Iyá. Mãe.

IABÁ

ou Iyabá.

1. Genéricamente: mãe, mulher. 2. No singular: título da chefe da cozinha ritual do terreiro de Candomblé. 3. No plural: referência genérica aos Orixás femininos: Yemanjá, Iansã, Obá, Nhanhã, etc. 4. Termo por vezes empregado no sentido de designar mulher idosa, que é assim cumprimentada, carinhosamente, pelos frequentadores do terreiro. Nesse caso, pode ser traduzido, livremente, como avó.

IABÁ OMIN

ou Iyabá Omin.

Um dos tipos de Oxum, tradicionalmente associada a Ifá.

IABASSÊ

Outro título dado à chefe da cozinha ritual do Candomblé.

IÁ EFUN

Iaô encarregada de pintar os iniciandos quando saem das camarinhas, no Candomblé.

IÁ KEKERÊ

o mesmo que Jibonan.

1. Literalmente: mãe pequena. 2. No Candomblé: auxiliar de confiança e substituta eventual do pai ou mãe-de-santo.

É cargo exclusivo de ebâmis.

IALAXÉ

Cargo feminino no Candomblé: é a responsável pela guarda e conservação dos assentamentos do terreiro.

Cargo exclusivo de ebâmis.

IALORIXÁ

Chefe feminino de terreiro: mãe-de-santo.

IANSÃ

ou Yansã. Orixá feminino, deusa dos ventos e das tempestades.

IAÔ

Filho ou filha-de-santo. Primeira corôa atribuida ao médium praticante, que, no Candomblé, após sete anos, passa a Ebâmi. Na Umbanda, o mesmo, porém sem prazo

determinado.

IARA

ou Yara.Mãe-d’água. Divindade das águas. Deusa das águas.

IÁ TEBEXÊ

Filha-de-santo encarregada de dar início aos cantos cerimoniais.

IATEMIM

Ialorixá com mais de dez anos de comando sobre um mesmo terreiro.

IBÁ

Colar ritual de Iansã, Oxum e Yemanjá.

IBEIJI

Orixás gêmeos que comandam a Linha dos Erês (Crianças).

IBI

Lugar. Chão. Terra. Sepultura. Túmulo.

IBIRI

Feixe de palha-da-costa enfeitado com búzios, símbolo de Nanã-Burukú.

IBUALAMA

Um dos tipos de Oxóssi. Foi casado com Oxum Pandá, com quem teve um filho, o Orixá Logunedê.

IDÁ

Minúscula campainha usada nos terreiros.

IDÉ

Pulseira de metal. Objeto ritual de vários Orixás.

IEMANJÁ

ou Yemanjá. Orixá feminino que é a deusa das águas salgadas.

IFÁ

Orixá masculino que preside o Jogo de Búzios. É o deus da advinhação.

IGBÁ

ou Igbim. Caracol comestível. Comida ritual oferecida a Oxalá.

IGBIM

O mesmo que Igbá.

IGBÔ

1. Terreiro.

2. Magia entre os negros do Daomé.

IGUI

Árvore.

IJEXÁ

Batida de atabaque para Oxum.

IKÁ

1. Saudação ritual ao babalorixá.

2. Trombeta indígena usada para práticas rituais.

IKIN DE IFÁ

Coquinho de dendê.

IKO

Palha-da-costa.

ILÁ

1. Quiabo.

2. Grito que dá um iaô, no Candomblé, no momento em que recebe o Orixá.

É utilizado para a identificação do Orixá, constituindo-se na manifestação vocal da entidade, uma vez que não é costume no Candomblé, dos Orixás falarem durante o trabalho.

ILÊ

1. Altar. Peji.

2. Casa de culto. Terreiro. 3. Prefixo que antecede a maioria das Casas de Culto no Candomblé no Brasil: Ilê Axé Opô Afonjá; Ilê Iya Nasso; Ilê Iya Oomin Axé Iya Massé.

ILÊ DOKUTÁ

Casa de Exú. Pequena construção existente no terreiro, dedicada a Exú.

ILÊ ORIXÁ

Altar com os assentamentos dos Orixás.

ILÊ SAIM

Balé das Almas. Casa dos Eguns.

ILU

1. O maior dos atabaques usados nas cerimônias dos cultos afro.

2. Por extensão, sinônimo de atabaque.

ILU-AYÊ

Terra da Vida. África.

INAÊ

Um dos nomes de Yemanjá.

INAIBA

Canela de casca preta usada em banhos e defumações.

INCENSO

Resina vegetal usada para defumações.

INCENSÓRIO

Vasilha usada para queimar o incenso, nas defumações.

INGORÓSSI

O mesmo que engorossi. Oração falada ou cantada. Ponto.

INHAME

Vegetal da família das aráceas que produz tubérculos muito saborosos.

INSILA

Termo de Umbanda: carga de fluidos prejudiciais ou negativos.

IPETÉ

Comida ritual oferecida a Oxum: consiste num prato sofisticado, feito de inhame cortado, moido e cozido, temperado com azeite-de-dendê, camarões moidos e especiarias.

IRÊ

Outro nome para o corte ritual que se faz na cebeça do iniciante no Candomblé.

IROKO

Orixá masculino. É associado com uma árvore, a gameleira-branca.

IRUEXIM

Chicote feito com rabo de cavalo. Objeto ritual de Iansã.

IPUKERÉ

Chicote feito com rabo de boi. Objeto ritual de Oxóssi.

IRUMALÊ

Termo de Umbanda. Designação de Orixá de esquerda.

ITÁ

Pedra-de-santo. Amuleto. Fetiche.

IXÃ

Bastão listrado de branco e preto empregado no culto aos Eguns.

IXÉ

1. Poste central presente em todos os terreiros do Candomblé tradicional, sob o qual são enterrados os assentamentos (axés) da Casa.

2. Trabalhos de Umbanda.

IYÁ

O mesmo que Iá.

IYABÁ

O mesmo que Iabá.

IYABÁ-OMIN

O mesmo que Iabá-Omim.




J


JABANBANE

Outro nome de Ogum.

JABARANDAIA

Chefe de terreiro.

JABONAN

Auxiliar de mãe-de-santo.

JACI

Lua. Estrela do mar.

JACI-ICAUÁ

Lua cheia.

JACI-OMUNHÃ

Lua Nova.

JACI-ITAGUASSÚ

Estrela d’Alva

JACUTÉ

Altar

JAGUARÁ

Vênus.

JALAPEIRO

Curandeiro.

JANAINA

Um dos nomes de Yemanjá.

JANDÊ-JARA

Jesus-Cristo em tupi-guaraní.

JANDIRA

Cabocla.

JAPÁ

Esteira de palha-da-costa.

JARÉ

Dança ritual.

JECOCA

Soluço. Choro

JEJUCÁ

Praticar o suicídio.

JEJURÊ

Pedir. Rogar. Suplicar. Implorar.

JIA

Rã. Animal muito utilizado em trabalhos de Quimbanda.

JIBONÃ

O mesmo que Iá Kekerê.

JIKÁ

Gestos marcantes, característicos, que identificam o Orixá quando incorporado em um filho seu.

JINJÉ

Comida de santo, genéricamente.

JOGO DE BÚZIOS

Processo de adivinhação realizado com o auxílio dos cauris, espécie de conchas do mar.

JOGO DE IFÁ

Variação do Jogo de Búzios.

JUBIABÁ

Orixá masculino. Grande chefe indígena brasileiro.

JUBONAN

Membro que fiscaliza dos trabalhos do terreiro.




K


KAKOKO

Coruja.

KAKORÉ

Pedido de licença para uma pessoa do culto se comunicar com alguém que esteja recluso na camarinha.

KAÓ

Salve! Viva!

Fogo, em nagô.

KELÊ

Colar de missangas que o noviço do Candomblé traz ao pescoço até a cerimônia de iniciação. Representa sua submissão ao pai ou mãe-de-santo.

KAÔ-KABECILÊ

Cumprimento ritual a Xangô.

KIBUNGO

Espírito do mal.

KINTU

Vocábulo nagô usado com frequência para designar seres do astral, significando tudo aquilo que não é ser vivo.

KIRUME

Praga. Maldição.

KÍSSIUM

Oração.

KISUTO

Bode.

KUFUA

Morrer. Desencarnar.

KUNIMINA

Trovoada.

KUNUA

Bebida usada nos trabalhos de terreiro.




L


<h6 style="text-align:justify;line-height:1.5em" class="font_6"> </h6>

LAÇATÊ DO VOVÔ

Casa do Vovô. Nome dado pelo Candomblé à Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, Bahia.

LAGAN

Tudo o que as ondas lançam às praias.

LAGUIDIBÁ

Colar ritual de Omulú. É feito com contas de chifre de boi, pretas ou marrom escuro.

LAMBA

Infelicidade. Desgraça.

LAMIA

Vampira.

LAROIÊ

ou Larolê. Saudação a Exú.

LATIPÁ

Comida ritual oferecida a Omulú: é feita com folhas de mostarda.

LEGIÃO

Conjunto de entidades que vibram num mesmo canal energético.

O menor dos atabaques usados nos terreiros.

LELÊ

Comida ritual oferecida a Yemanjá: consiste numa espécie de canjica.

LILI

Quebranto. Coisa feita.

LINGU

Anjo da Guarda.

LINHA

1. Conjunto de espíritos que trabalham dentro de uma mesma faixa

vibratória.

2. Termo que designa o conjunto de tradições de cada terreiro.

3. Ponto particular de cada mestre do Catimbó.

LINHA DAS ALMAS

Linha de trabalho da Umbanda. É composta por espíritos de antigos babalaôs.

LINHA BRANCA

1. Culto espírita orientado exclusivamente nos princípios kardecistas.

2. Linha de Umbanda em que trabalham espíritos estreitamente ligados aos princípios cristãos.

LIRUNDU

Espírito sem luz, maléfico.

Espaço astral.

LOAS

Orixás do Haiti.

LOGUNEDÊ

Orixá masculino cuja principal característica é a dualidade: durante seis meses é masculino e nos outros seis meses, feminino.

LOMBA

Mal-estar. Indisposição.

LONÃ

Tipo de Exú encarregado de guardar a entrada de um terreiro de Candomblé.




M


MABAÇA

Gêmeos.

MACAIA

1. Folhas sagradas, expecíficas de cada Orixá.

2. Local de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar e refazer suas forças psíquicas, em contato com a natureza.

MACAIO

Coisa ruim, sem nenhum valor.

MACAMA

Mãe pequena nos terreiros de Umbanda. Auxiliar direta de uma Ialorixá.

MACANGANA

Aguardente.

MACUMBA

1. Feitiçaria. Trabalho maléfico.

2. Termo usado pelos leigos para designar a totalidade dos cultos afro-brasileiros, num sentido pejorativo.

MÃE-D’ÁGUA

Nome genérico das Orixás femininas (à exclusão de Iansã), já que todas dominam um elemento aquático: oceanos, rios, lagos, cachoeiras, lama, etc.

MÃE DANDÁ

Um dos nomes de Yemanjá.

MÃE-DE-CABEÇA

Orixá feminino, principal protetora de uma filha-de-santo.

MÃE-DE-SANTO

Chefe ou dirigente feminino de terreiro.

MAKUTO

Feitiçaria.

MALAFA

Cachaça. Sinônimo de marafo.

MALEME

O mesmo que Agô.

MALULU

Exú.

MANBEMBE

Raio que Iansã tem o poder de desferir em meio a uma tempestade.

MANDINGA

Feitiço.

MANDRACA

1. Bebida preparada por certos pais-de-santo com a finalidade de atacar ou fazer mal a alguém.

2. Trabalho de feitiçaria feito com emprego de bebidas.

MANDUREBA

Aguardente. Marafo. Malafa.

MANIFESTAÇÃO

Incorporação de uma entidade no corpo do iniciado.

MANJIRICA

Feitiço.

MANTUCÁ

Trabalho de magia negra preparado com fezes de animais.

MÃO-DE-FACA

Assim chamado o encarregado de sacrificar animais do decurso de rituais.

MARAFO

Cachaça. Aguardente. Malafa. Mandureba.

MAZA

Água.

MENGA

Sangue de animais sacrificados.

MI-AMIAMI

Farofa oferecida ritualísticamente a Exú.

MIRONGA

Segredo, mistério objetivamente criado por um ser humano ou uma entidade astral.

MIUÁ

Um dos tipos de Oxum.

MOEDOURO

Cemitério.

MOJUBÁ

Um dos nomes de Exú.

MOQUECA

Comida ritual oferecida a diversos Orixás: consiste em um guizado feito com peixes e frutos do mar, (ou com galinha, ovos, etc.), e temperado com leite de côco, ervas, azeite de dendê e pimenta.

MOTIMBOCA

Defumação feita com a fumaça produzida pela queima de ervas, folhas e cascas de vegetais, objetivando a limpeza espiritual.

MUAMBA

1. Sortilégio. Feitiço.

2. Despacho com efeitos negativos ou perigosos.

MUCAMBA

Mulher auxiliar dos trabalhos, nos terreiros

MUJINGA

Ritual de limpeza no Candomblé em que o pai-de-santo mata um galo, oferendo-o a Exú.

MULUNGU

Sobrenatural. Inexplicável.

MUNGUZÁ

Comida ritual oferecida a diversos Orixás: consiste em milho branco cozido em calda açucarada, leite de côco e polvilhado com canela.

MUROGI

Praticante de magia negra.

MUTETO

Movimento de balançar rítimicamente a cabeça, feito por um filho-de-santo quando incorporado.

MUZAMBÊ

Forte. Vigoroso.




N


NAÇÃO

Grupos em que se dividem os Candomblés, de acordo com suas linhas rituais de trabalho.

NANÃ-BURUKÚ

ou Nhanhã-Burukú. Orixá feminino. Deusa do fundo do mar e das regiões pantanosas.

NATI

Divindade dos mares.

NAUÊ

Saudação umbandista. O mesmo que Saravá.

NECROMANTE

Feiticeiro de Quimbanda.

NHEMONGABA

Sessão. Reunião.

NIMBU

Ponto cantado em terreiro.

NUNANGA

Roupa ritualística. Vestuário dos praticantes dos cultos afro.

NURIMBA

Bondade. Amor. Caridade.




O


OBÁ

1. Orixá feminino. Deusa guerreira protetora dos tristes e abaridos.

2. Rei, em nagô.

OBÁ-XIRIÊ

Saudação a Obá.

OBALUAIÊ

Orixá da Cura, erroneamente confundido como Omulú.

OBASSABÁ

Abençoar. Benzer.

OBATALÁ

Deus.

OBÉ

1. Espada de Xangô.

2. Faca usada para sacrifícios rituais.

OBI

Fruto de uma determinada palmeira, considerado sagrado pelo Candomblé: é usado para os Jogos de Búzios e Ifá e para ofertas rituais aos Orixás.

OBLATA

Dádiva. Oferecimento.

OCARUSSÚ

Terreiro.

OCÔ

Um dos nomes de Xangô.

ODÁRA

Bonito. Bem feito.

ODÉ

1. No Candomblé: um dos nomes de Oxóssi. Na verdade é um irmão mais novo de Oxóssi, de quem é servidor.

2. Na Umbanda: pedido de dinheiro feito por exús quando incorporados em médiuns.

ODÓ-YIÁ

Saudação ritual a Yemanjá. O mesmo que Adô-Feá.

ODUDUA

Orixá irmão de Oxalá, criado por Olódumaré. Representa a Terra.

ODU

Cada um dos lances do Jogo de Búzios.

OFÁ

O mesmo que damatá.

OGÃ

ou Ogan. Título hierárquico na Umbanda e no Candomblé. Corresponde a um dirigente da parte material da Casa.

OGÃ COLOFÉ

ou Ogan Colofé ou Grande Ogã Colofé. Grau imediatamente superior a Grande Ogan.

Corresponde a um dirigente da parte material da Casa, cuja autoridade se extende para as demais que lhe são filiadas.

OGODÔ

Um dos nomes de Xangô.

OGUM

Orixá guerreiro masculino. É o Deus do ferro, da tecnologia e das lutas.

OGUM-IÊÊÊ

Saudação a Ogum.

OIÉ

Sinal, marca física, envolvida em mistérios e tabus, que uma pessoa recebe de um Orixá, assinalando-a como alguém que deve receber,

como herança, um cargo de direção no Candomblé.

OJÁ

Faixa de pano usada, amarrada na cabeça ou na cintura, pelos praticantes do Candomblé.

OJÓ

Oração. Súplica.

OJÓ ODÔ

Festa dedicada a Oxalá, tradicional no Candomblé, e realizada no segundo domingo do mes de setembro.

OJUM

Oração que faz parte das cerimônias de sepultamento e despedida de Eguns ligados ao Candomblé, e tem por objetivo facilitar o desligamento desses espíritos do corpo físico e do mundo material.

OKÊ

Saudação a Oxóssi.

OKÊ-ARÔ

Saudação a Oxóssi.

OLORUM

ou Olódumaré. Deus. O Princípio Criador.

OLÓDUMARÉ

ou Olorun. Deus. O Princípio Criador.

OLUBAJÉ

Cerimônia do Candomblé, dedicada a Omulú.

OMOLOCÔ

Culto de origem africana.

OMOLOCUM

Comida ritual oferecida a Oxum: consiste numa pasta de feijão-fradinho temperada com camarões, cebolas, azeite de dendê, e acompanhada de ovos cozidos.

OMULÚ

Orixá masculino. É o Deus das doenças e das curas.

ONDINAS

Falange de seres espirituais que vibram na Linha de Yemanjá.

OPÁ

Cetro.

OPANIFÁ

Tabuleiro auxiliar usado no Jogo de Búzios. Recebe um pó litúrgico em sua superfície, e, com o dedo, o babalaô anota os odus que saem no jogo.

OPAXORÓ

Objeto ritual de Oxalá: cajado de metal branco ou prateado.

OPELÉ DE IFÁ

Colar aberto, feito com oito meias-nozes de dendê, ligadas por elos de palha-da-costa, usado no Jogo de Búzios para demarcar, sobre uma mesa ou superfície, os limites do jogo.

ORI

1. Ponto no alto da cabeça que é o principal centro de força do corpo. Corresponde ao chacra coronal.

2. Talismã. Amuleto.

ORIOJE

Chefe principal do Culto Secreto aos Eguns.

ORIXÁ

Entidade astral que representa as forças do Universo Infinito.

OROKÔ

Camarinha. Quarto sagrado com aspecto de claustro, onde ficam confinadas as pessoas em processo de iniciação no Candomblé, até a cerimônia do Bori.

ORUM

A região dos espíritos. Céu. Além.

ORUNKÓ

Momento decisivo da cerimônia do Bori; é quando o Orixá incorporado revela o nome particular e secreto que cada iniciado no Candomblé recebe.

ORUNMILÁ

Orixá masculino considerado o bisavô dos demais Orixás.

OSUM

Barra de metal com sinos, objeto ritual de Oxalá.

OSSAIM

Orixá feminino. É a Deusa das folhas e das ervas medicinais.

OSSANHA

O mesmo que Ossaim.

OTÁ

Pedra ou pedaço de metal que fixa o axé de um Orixá.

OTIN

Bebida alcoólica.

OTIN FUNFUN

Cachaça. Pinga. Marafo.

OTIN NIBÉ

Cerveja.

OTIN DUDU

Vinho.

OXAGUIÃ

Oxalá Moço

OXALÁ

Orixá masculino. É o Deus da Criação.

OXÉ

Outro nome do machado duplo de Xangô. O mesmo que Adamaceno.

OXÓSSI

Orixá masculino. É o Deus das matas.

OXUM

Orixá feminino. É a Deusa das águas doces e cachoeiras.

OXUM-MARÉ

Orixá ligado a Xangô. Representa a dualidade e a transformação. Durante seis meses é masculino, e nos outros, feminino.




P


PABA

Final de vida. Morte.

PADÊ A EXÚ

Despacho para Exú realizado no início das cerimönias de Umbanda e Candomblé, visando a proteção do terreiro e dos trabalhos.

PADÊ DE EXÚ

Período de reclusão à camarinha, a que se submete um iniciante no Candomblé.

PAJELANÇA

Ritual indígena brasileiro

PATAKORI-Ê

Saudação a Obá.

PATUÁ

Amuleto levado ao pescoço ou pregado na roupa.

PEDRA-DE-RAIO

Pedra-fetiche de Xangô.

PEJÍ

Conga. Gongá. Altar.

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PEMBA

Gis grosso, aglomerado com cola, de forma oval ou cônica, usado para traçar pontos riscados na Umbanda.

PAPELÊ

Altar de Orixá.

PERISPÍRITO

Camada fluídica incolor intermediária entre o espírito e a matéria.

PINIMA

Questão aberta ou disfarçada entre duas pessoas.

PIPOCA

Grãos de milho branco que arrebetam quando submetidos ao calor do fogo. Comida ritual oferecida a diversos Orixás.

PITO

Cigarro. Cigarro de palha.

POMBA-GIRA

Exú feminino.

PONTEIRO

Pequeno punhal utilizado na Umbanda e no Candomblé. Tem alto significado pelo poder que tem o aço de captar as forças vivas da natureza. O ponteiro representa a atração das forças espirituais, atuando como imã destas.

PONTO CANTADO

Cântico litúrgico referente a Orixás, Correntes e Entidades, destinando-se ao seu chamamento.

PONTO RISCADO

Sinais cabalísticos que são desenhados com pembas, destinados a aglutinar forças energéticas.

PORRUM

O mesmo que Abô.

PORTEIRA

Entrada do terreiro.

POVO

Grupo de entidades que atuam numa faixa de vibração específica.

PRETOS-VELHOS

Entidades já evoluidas, que atingiram grau de desenvolvimento ético tal que não mais necessitam de encarnar como seres humanos para prosseguir na sua evolução espiritual.

Atuam, portanto, no plano espiritual. Nos terreiros são considerados principalmente como conselheiros. São entidades exclusivas da Umbanda.




Q


QUARTINHAS

Vasilhas de barro onde são colocados os líquidos oferecidos às Entidades e Orixás.

QUEBRAR AS FORÇAS

Neutralizar o poder de um trabalho.

QUEBRAR O PRECEITO

Deixar de seguir as regras estabelecidas em qualquer ritual do Candomblé.

QUENDAR

Morrer.

QUE TECA

Vermelho

QUIÇABA

Preto

QUICÓ

Galo

QUIMBANDA

Linha da Umbanda que se ocupa exclusivamente de trabalhos de magia negra.

QUIMBOTO

Feiticeiro. Curandeiro.

QUITANDA DOS ERÊS

ou Quitanda dos Iaôs. Parte final do ritual de iniciação do Candomblé, em que os novos filhos-de santo vendem as comidas, doces e objetos que fabricaram durante o período em que permaneceram reclusos na camarinha.

QUIUMBAS

Espíritos que vagam sem ter ainda encontrado seu lugar no astral.

São negativos e obcessores, sendo usados pelos feiticeiros para a realização de malefícios.

QUIZÍLIA

Nojo. Repugnância.




R


RABOS DE ENCRUZA

O mesmo que Quiumbas.

ROÇA

Templo do Candomblé. Terreiro.

RODA DE FOGO

Cerimonia purificadora. Consiste na queima de pólvora colocada no chão formando um círculo, no centro do qual ficam as pessoas a serem purificadas.

RONCÓ

O mesmo que Orokó. Camarinha.

RONDA

1. Círculo central formado pelos médiuns e falanges espirituais durante um trabalho, e que sustenta a sessão contra a invasão de espíritos negativos.

2. Grupo espiritual que vela pela manutenção da ordem durante uma sessão.

RUM

O maior dos atabaques empregados nos cultos afro.

RUMPI

Outro dos atabaques utilizados nos cultos afro, menor que o Rum.




S


Senhora. Dona

SACADA

Bruxaria. Feitiçaria.

SALUDA

Saudação a Nanã-Burukú.

SAMBAS

Filhas-de-santo.

SANMO

Céu visivel. Marco divisório entre o Orun e o Ayé.

SANTO

Orixá.

SACARANGA

O mesmo que Egrégora.

SARAVÁ

Saudação Umbandista que significa: Salve!

SARU

Pessoa enfeitiçada e portadora de forte carga negativa.

SARUÁ

Influência maléfica.

SOTAQUE

Cântico entoado pelo babalorixá, que consiste numa indireta dirigida a alguém na assistência de uma cerimônia, indicando, discretamente, que é melhor que ela se retire para a boa continuidade dos trabalhos.

SIRRUM

Ritual funerário.




T


TAMBOR DE NAGÔ

Nome dado, no Maranhão, aos cultos afro-brasileiros, de rituais de origem nagô (iorubá).

TAMBOR DE MINA

Nome dado, no Maranhão, aos cultos afro-brasileiros, de rituais de origem gegê.

TATA

Pai. Grande sacerdote. Chefe de terreiro ou de um grupo de terreiros.

TELEBE

Canto ritual que um chefe de terreiro pode introduzir, de surpresa, com a finalidade de castigar um filho-de-santo faltoso. Com esse canto ele induz o infrator a entrar num transe violento, surrando-se com uma corrente de couro, se arranhando e se debatendo.

TEMBA

Espíritos negativos. Termo do Candomblé.

TERREIRO

O local de culto no Candomblé e na Umbanda.

TOQUE

O mesmo que gira.

TRABALHOS

1. Nome genérico dado a práticamente todas as cerimônias rituais dos cultos afro-brasileiros.

2. Nome das oferendas feitas a entidades espirituais com finalidades diversas. Neste caso, sinônimo de despacho.

TRONQUEIRA

Ilê Dokutá. Casa de Exú. Construção ou local situado junto à entrada dos terreiros de Candomblé, e dedicado a Exú, onde se colocam as oferendas a ele destinadas.

Nela fica assentado um Exú, cuja função é impedir a entrada, no terreiro, de forças negativas, místicas ou materiais.




U


UANGA

Bruxaria. Feitiço.

UAXI

Enfermidade. Doença.

UBANA

Terra

UMBRAL

Plano espiritual de sofrimento, muito próximo à Terra.

UOMA

Temor. Receio.

URUPEMA

Peneira de palha-da-costa usada para algumas formas de Jogos de Búzios.




V


VADIAR

Dançar no terreiro durante os rituais.

VAGAR

Referência ao espírito que vaga pelos astral, sem destino.

VATAPÁ

Comida ritual oferecida a diversos Orixás: consiste num prato da culinária baiana, de origem africana, feito com camarões, peixes, frutos do mar, azeite-de-dendê, leite de côco e pimenta malagueta.

VINHO-DE-PALMA

Bebida alcoólica extraida do dendezeiro.

VIRAR NO SANTO

Dar passagem. Permitir a incorporação de um Orixá.

VISITAÇÃO

Na Umbanda: incorporação de uma entidade espiritual em um médium.

VODUM

1. Segundo grau hierárquico concedido aos médiuns de Umbanda e Candomblé, imediatamente superior a Iaô.

2. Culto de origem afro praticado no Haiti, semelhante ao Candomblé.

VODUNSI

Filho-de-santo no Vodum.

VUMBE

Alma de antepassado.

VUME

Espírito sem luz, ainda muito atrasado.




W





X


XANGÔ

Orixá masculino. Deus da sabedoria e da Justiça.

XAORÔ

Tornozeleira de palha-da-costa usada por pessoa recolhida à camarinha.

XAXARÁ

Objeto ritual de Omulú. Bastão de palha-da-costa entrelaçado com búzios.

XINXIM

Comida ritual oferecida a Oxum: consiste em galinha desfiada, azeite de dendê e temperos diversos.

XORORÓ

O mesmo que Adjá.




Y


YABÁ

O mesmo que Iabá

YAÔ

O mesmo que Iaô

YANSÃ

Grafia original e mais antiquada no nome de Iansã.

YARA

O mesmo que Iara.

YEMANJÁ

Grafia original e mais antiquada do nome de Iemanjá.

YORI

Linha da Umbanda Esotérica, que engloba espíritos sob a forma de crianças.

YORIMÁ

Linha da Umbanda Esotérica, que engloba os espíritos chamados Pretos-Velhos, mestres da magia branca e consultores em terreiros.




Z


ZAMBÍ

Deus Supremo da Umbanda. Conceito oriundo do Candomblé bantô. O mesmo que Olorum ou Olódumaré.

ZELADOR DE SANTO

Pai-de-santo. Babalorixá

ZOMBI

Morto vivo. Quiumba materializado.

ZUELA

O mesmo que Ponto.

ZUNINGA

Cachaça.

ZUZA

Espécie de chocalho feito com frutos de piquí, usados amarrados ao tornozelo, por ocasião das danças rituais.





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