Veja também:

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Termo genérico usado para indicar um conjunto de tradições comuns e específicas, que se diferenciam de outras, apesar do conteúdo filosófico ser comum.

No Candomblé, por exemplo, que é uma manifestação específica da cultura africana, mesmo organizado conforme um conceito comum, pode-se identificar, com facilidade, a existência de duas linhas principais: a linha angolana e a linha nagô.

Os Orixás de ambas são semelhantes, a relação entre material e astral também, mas há diferenças entre os nomes dos Orixás e até mesmo nos conceitos arquetípicos de cada linha.

O termo linha, na verdade, não é usado dentro do culto do Candomblé, mas é empregado pelos estudiosos, com objetivo antropológico, nas pesquisas sobre o culto.

 

 

 

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Ou “Linha de Lei”.

 

Faixa vibratória na Umbanda, subdivisão do grande fluxo de energia astral em constante vibração que, sob esta visão, é o Universo.

Cada linha corresponde a um elemento da natureza e se manifesta através de uma atividade fundamental humana, sendo simbolizada, arquetípicamente, por um Orixá.

Na ideologia da Umbanda, o Orixá é uma figura inumana e imaterial, que chefia os espíritos que vibram harmonicamente com ele e atuam na mesma faixa, no mesmo nível vibratório e com o mesmo objetivo, ou seja, na mesma linha.

Diversas Linhas são apontadas pelos pesquisadores, mas nem todas são aceitas pela totalidade dos praticantes do culto, ainda pouco sistematizado, apesar de reunir um grande número de fiéis no Brasil.

Duas são as principais correntes de pensamento sobre o assunto.

 

A primeira, da Umbanda Popular, reconhece a existência de sete linhas principais:

 

LINHA DE OXALÁ - ou Linha de Santo, que é composta pelos santos católicos não diretamente sincretizados com os Orixás.

LINHA DE YEMANJÁ - que agrupa povos do Oriente, num conceito cultural e não necessariamente geográfico.

LINHA DO ORIENTE - composta por entidades versadas em ciências ocultas

LINHA DE OXÓSSI - à qual pertencem os Caboclos.

LINHA DE XANGÔ - à qual se submetem outros tipos de Caboclos.

LINHA DE OGUM - terceira composta por Caboclos, diversos das anteriores.

LINHA AFRICANA - à qual estão ligados os Pretos-Velhos.

 

Neste caso:

 

A Linha de Oxalá, composta por entidades de diferentes raças e origens, vibra pela paz e pelo aprimoramento da humanidade. Seus componentes também penetram nas “Linhas de Quimbanda”, e procuram minimizar os malefícios alí produzidos.

 

A Linha de Yemanjá agrupa espíritos que são os protetores dos marinheiros e das criaturas do sexo feminino, fazendo a limpeza fluídica nos rios e nos mares.

 

A Linha do Oriente, se compõe de espíritos de cientistas versados em ciências ocultas. São mestres em Astrologia, Numerologia, Quiromancia, Cartomancia, e sempre praticam a caridade.

 

A Linha de Oxóssi é formada por espíritos que se ocupam da limpeza fluídica das pessoas, através de passes e do combate às doenças, uma vez que detém o conhecimento das ervas medicinais.

 

A Linha de Xangô reúne espíritos que também se ocupam de limpeza fluídica, além de exercerem o combate aos malefícios oriundos de trabalhos de magia negra.

 

A Linha de Ogum compreende espíritos encarregados dos trabalhos de demanda, travando no astral as batalhas necessárias à defesa dos humanos.

 

A Linha Africana abrange os espíritos que executam os trabalhos de magia branca, desmanchando trabalhos negativos. São espíritos que possuem grandes conhecimentos, joviais e conversadores, mas enérgicos se necessário, razão porque são normalmente os conselheiros dos terreiros.

 

 

Outra listagem, ligeiramente diferente, é admitida pela Umbanda Esotérica - variação mais sofisticada que a Popular - também conhecida como Umbanda Iniciática ou Cabalística.

Essa corrente, em geral, nega que a Umbanda seja um produto brasileiro do sincretismo de diferentes informações culturais e religiosas, nas quais predominam o Candomblé, o Espiritismo Europeu e o Catolicismo tradicional.

Defende que a Umbanda brasileira é o renascimento de uma religião ancestral, de raízes orientais. Segundo essa visão, as linhas, também, em número de sete, são:

 

LINHA DE OXALÁ - formada por Caboclos.

LINHA DE YEMANJÁ - constituída exclusivamente por Caboclas.

LINHA DE YORI - formada por espíritos infantis.

LINHA DE XANGÔ - formada por Caboclos diversos dos demais.

LINHAS DE OGUM - formada por Caboclos também diversos dos demais.

LINHA DE OXÓSSI - formada por Caboclos diversos dos outros.

LINHA DE YORIMÁ - constituída pelos Pretos-Velhos.

 

Neste caso:

 

A Linha de Oxalá representa o princípio, o incriado, o reflexo de Deus, o verbo solar. É a luz refletida que coordena as demais vibrações. As entidades dessa linha falam calmo, compassado e se expressam sempre com elevação. Seus pontos cantados são verdadeiras invocações de grande misticismo, dificilmente escutados hoje em dia, pois é raro assumirem uma "Chefia de Cabeça"

 

A Linha de Yemanjá é conhecida como Povo d'Água. Iemanjá significa a energia geradora, a divina mãe do universo, o eterno feminino, a divina mãe na Umbanda. As entidades dessa linha gostam de trabalhar com água salgada ou do mar, fixando vibrações, de maneira serena. Seus pontos cantados têm um ritmo muito bonito, falando sempre no mar e em Orixás da dita linha

 

A Linha de Yori composta por entidades, altamente evoluídas, que externam pelos seus cavalos, maneiras e vozes infantis de modo sereno, às vezes um pouco vivas. Quando no plano de protetores, gostam de sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos. Seus pontos cantados são melodias alegres e algumas vezes tristes, falando muito em Papai e Mamãe de céu e em mantos sagrados.

 

A Linha de Xangô é regida pelo Orixá que coordena toda lei Kármica, que é o dirigente das almas, o Senhor da balança universal, que afere nosso estado espiritual. Resumindo, Xangô é o Orixá da Justiça. Seus pontos cantados são sérias invocações de imagens fortes e nos levam sempre aos seus sítios vibracionais como as montanhas, pedreiras e cachoeiras.

 

A Linha de Ogum possue a vibração de Ogum que é o fogo da salvação ou da glória, o mediador de choques consequentes do karma. É a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e batalhas da vida. É a divindade que, no sentido místico, protege os guerreiros. Os Caboclos de Ogum gostam de andar de um lado para outro e falam de maneira forte, vibrante e em suas atitudes demonstram vivacidade. Suas preces cantadas traduzem invocações para a luta da fé, demandas, batalhas, etc.

 

A Linha de Oxóssi recebe a vibração de Oxossi que significa ação envolvente ou circular dos viventes da Terra, ou seja, o caçador de almas, que atende na doutrina e na catequese. Suas entidades falam de maneira serena e seus passes são calmos, assim como seus conselhos e trabalhos. Seus pontos cantados traduzem beleza nas imagens e na música e geralmente são invocações às forças da espiritualidade e da natureza, principalmente as matas.

 

A Linha de Yorimá    também chamada de Linha das Almas, é composta dos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações. São os Orixás Velhos, verdadeiros magos que velando suas formas cármicas, revestem-se das roupagens de Pretos-Velhos ensinando e praticando as verdadeiras "mirongas". Eles são a doutrina, a filosofia, o mestrado da magia, em fundamentos e ensinamentos. Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, fumando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação através de sua fumaça.

Seus fluídos são fortes, porque fazem questão de "pegar bem" o aparelho e o cansam muito, principalmente pela parte dos membros inferiores, conservando-o sempre curvo. Falam compassado e pensam bem no que dizem. Raríssimos os que assumem a Chefia de Cabeça, mas são os auxiliares dos outros "Guias"- o seu braço direito. Os pontos cantados nos revelam uma melodia tristonha e um rítmo mais compassado, dolente, melancólico, traduzindo verdadeiras preces de humildade.

  

Deve-se, contudo, ressaltar que essas classificações das linhas são apenas algumas entre as várias admitidas, já que há grandes diferenciais teóricos e as pesquisas indicam opiniões divergentes nessa religião nova e ainda pouco estudada, não obstante o grande número de adeptos que congrega.

O importante é saber-se que os espíritos se agrupam, para o desenvolvimento das missões que lhes são atribuídas, nas chamadas Linhas, com o objetivo de poderem orientar, numa única direção, os seus esforços.

Cada Linha - também chamada de Legião -, portanto, compreende um conjunto de entidades altamente desenvolvidas espiritualmente, não mais sujeitas ao ciclo reencarnatório, que vibram em consonância, no mesmo canal energético, denominado “Linha Base de Vibração”, com um objetivo comum.

Cada Linha possue um “Chefe-de-Linha”, ou “Chefe-de-Legião”, que não incorpora em médiuns.

Cada Linha se subdivide em 49 Falanges.

  

 

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Ponto ou cântico particular de cada mestre do Catimbó.

 

Os iniciados cantam a Linha para atrair o Mestre (Guia) e, em resposta, a pessoa incorporada canta para o grupo, indicando que a incorporação já se realizou.

  Linha

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