Mediunidade

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Mediunidade, ou canalização, designa a alegada comunicação entre humanos e espíritos; ou a manifestação espiritual via corpo físico que não lhe pertence.

Apesar de ser uma crença disseminada pela maioria das sociedades ao longo da história humana, foi a partir do século XIX que a mediunidade começou a ser um objeto de intensa investigação científica.

Investigações durante esse período revelaram grande número de fraudes, com alguns praticantes empregando técnicas conhecidas de ilusionismo, e a prática começou a perder credibilidade.

Apesar de diversas pesquisas científicas concluindo pela inexistência de fenômenos mediúnicos, e de inúmeras revelações de fraudes por parte dos alegados médiuns, a prática ainda é popular ao redor do mundo.

Os espiritualistas defendem que quando espíritos desejam comunicar- se, podem entrar em contato com a mente do médium ativo, e, por esse meio, pode se comunicar por várias formas, como oralmente (psicofonia), pela escrita (psicografia), ou ainda se fazendo visível ao médium (vidência).

Fenômenos de ordem física incluem levitações (poltergeist), batidas (tiptologia), escrita direta (pneumatografia), voz direta (pneumatofonia), voz eletrônica (fenômeno da voz eletrônica) etc.

Também há a mediunidade de psicometria, que é muito usada como ajuda para a polícia, consiste em um médium ler impressões e recordações pelo contato com objetos comuns; e a mediunidade de cura, que são os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece.

Embora recorrente em diversas vertentes espiritualistas e grupos sociais, e dogma da Doutrina Espírita, a mediunidade não se encontra estabelecida à luz da ciência, nem a existência de espíritos é comprovada cientificamente.

Objeto de estudo da pseudociência da parapsicologia, o consenso científico atual não suporta as alegações deste e de outros supostos fenômenos paranormais.

No meio espírita utiliza-se a palavra médium para designar o indivíduo que serve de instrumento de comunicação entre os espíritos encarnados e espíritos desencarnados.

Outras doutrinas e correntes filosóficas utilizam termos como clarividente, intuitivo, sensitivo.

No entanto, o significado desses termos pode ser considerado por alguns com o mesmo significado, porém cada um pode ser distinguido como uma faculdade mediúnica diferente.

Médium seria aquele que serve de elo com o mundo espiritual, e serviria como um "meio" para que o espírito se manifeste no mundo material.

Clarividente seria aquele com capacidade de enxergar o plano espiritual.

Intuitivo seria aquele com capacidade de sentir a cadeia dos acontecimentos e assim prevê-los.

O sensitivo que também se adequaria a esta faculdade.

Kardec definiu no capítulo XIV de O Livro dos Médiuns as diversas faculdades mediúnicas, de acordo com o que julgou oportuno.

Médiuns de incorporação


O médium, quando incorporado fica em estado alterado de consciência, com sonolência, participando de forma passiva e indireta.

A manifestação mediúnica, de aspecto consciente, semi-consciente ou inconsciente, nada tem a ver com o grau evolutivo do médium, mas está relacionada com aspectos fisiológicos ou psico-fisiológicos desse mesmo sensitivo.

Vale considerar que a consciência ou não durante o transe pode sofrer intermitências, isto é, períodos de consciência alternando com períodos de inconsciência, mormente quando esses estados são determinados por situações psicológicas ou psico-fisiológicas

Pode ocorrer que, de acordo com os tipos de Espíritos comunicantes ou com o interesse dos Guias dos médiuns, que apenas certas manifestações sejam conscientes e outras não.

Depreende-se, portanto, que podem haver flutuações na questão da consciência ou não do médium durante as manifestações.

Só não ocorrerão alternâncias no caso em que essas características sejam determinadas pela estrutura fisiológica do sensitivo que, então, não pode ser alterada: nesses casos ele será definitivamente consciente ou definitivamente inconsciente.

Os médiuns de incorporação são classificados em conscientes, semi- conscientes e inconscientes.

O médium inconsciente é aquele que, após o término da incorporação não consegue se lembrar das mensagens transmitidas, ou de qualquer fato ocorrido durante essa incorporação.

Isso significa que em momento algum da ocorrência do fenômeno ele estará participando dos acontecimentos, que são inteiramente regidos pela entidade que o incorpora.

Assim, as falas, as opiniões, os movimentos, etc., não são determinados pelo médium, mas sim pela entidade que o incorpora.

O espírito usará, claro, de conhecimentos do médium.

O médium semi-consciente vai tendo consciência do que o Espírito transmite à medida que os pensamentos daquele vão passando pelo seu cérebro.

Nessa modalidade, embora em menor grau que na consciente, poderá haver interferência do médium na comunicação, como repetições de frases e gestos que lhe são próprios, motivo porque necessita aprimorar sempre a faculdade, observando bem as suas reações no fenômeno, para prevenir que tais fatos sejam tomados como mistificação.

O médium consciente, por sua vez, é aquele que durante a incorporação está ciente, o tempo todo, de toda a comunicação, das suas impressões físicas, etc.

Por exemplo, um médium consciente incorporado de um espírito que segura uma vela, irá sentir o calor da chama, a textura da parafina e outras experiências sensoriais.

Contudo, verá sua mão descrever um movimento não comandado por sua vontade, apesar de que o médium pode, já que seu corpo é sua propriedade, impedir a manifestação e assim bloquear o movimento, sem maiores problemas.

O médium, eventualmente poderá passar à frente da entidade em alguns momentos. Não haverá, porém, malefício algum nessa feita, desde que o médium esteja respeitando o consulente e a entidade incorporada, permitindo que a mesma trabalhe a maior parte do tempo.




A assimilação das correntes mentais


O fenômeno da psicofonia ou incorporação é caracterizado pelo chamado envolvimento mediúnico que significa um entrosamento das correntes mentais e vibratórias do médium com o Espírito comunicante.

No fenômeno mediúnico, durante o transe, o médium apresenta condições favoráveis à assimilação das correntes mentais com as quais se afiniza.

Isso se dá pela irradiação ou exteriorização perispirítica, que permite ao médium maior liberdade, podendo ser influenciado pelo campo vibratório dos Espíritos desencarnados.

Havendo a sintonia vibratória o médium passa a sentir, receber ou entender vibrações mentais da entidade comunicante.

Todavia, essa assimilação de correntes mentais não se dá apenas entre os dois participantes do fenômeno mediúnico, pois as demais pessoas que participam da reunião têm importância fundamental, podendo colaborar decisivamente para o bom êxito da empreitada, como também ser causa marcante no fracasso da ligação médium-Espirito, por ter, através de seus pensamentos, determinado um clima, favorável ou antagônico à realização do fenômeno.

Assim, todos os participantes, médiuns, doutrinador, Espírito comunicante, mentores espirituais, tem grande importância na realização do intercâmbio mediúnico.

Muitas vezes, embora o médium esteja em boas condições, o fenômeno não se dá por falta de ambientação adequada e segura para a realização da delicada tarefa do intercâmbio mediúnico sem riscos para sua integridade física e psíquica.





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Incorporação Mediúnica

A incorporação mediúnica é a forma de mediunidade que se caracteriza pela transmissão falada das mensagens dos Espíritos.

A incorporação mediúnica oferece a oportunidade de dialogo com os Espíritos comunicantes, e permite a doutrinação e consolação dos Espíritos pouco esclarecidos sobre as verdades espirituais.

0 papel do médium seja ele consciente ou não, deve sempre passivo, visto que está servindo de interprete neste intercambio, e deve compreender o pensamento do Espirito comunicante e transmiti-lo sem alteração, o que a mais difícil quanto menos treinado estiver.

A incorporação também é denominada psicofonia, sendo esta denominação preferida por alguns porque acham que incorporação poderia dar a ideia do Espirito comunicante estar penetrando o corpo do médium, fato que sabemos nao ocorrer.

De fato, nenhum estudioso do Espiritismo, hoje em dia, irá supor que um desencarnado possa "penetrar" o corpo de um médium, como se poderia admitir num passado não muito distante.

O fato de continuar-se a usar o termo incorporação, nos meios espíritas, também se deve à sua abrangência

 

É através da incorporação que os Espíritos de Luz posicionados no Astral podem trazer até os encarnados suas mensagens de ensinamentos, esclarecimentos e seus auxílio.

É através da incorporação que os desencarnados que ainda não atingiram o estágio da Luz, narram, quando desejam (ou quando lhes é facultado), os seus aflitivos problemas, recebendo dos doutrinadores, em nome da fraternidade cristã, a palavra do esclarecimento e da consolação.

Médiuns de incorporação


O médium, quando incorporado fica em estado alterado de consciência, com sonolência, participando de forma passiva e indireta.

A manifestação mediúnica, de aspecto consciente, semi-consciente ou inconsciente, nada tem a ver com o grau evolutivo do médium, mas está relacionada com aspectos fisiológicos ou psico-fisiológicos desse mesmo sensitivo.

Vale considerar que a consciência ou não durante o transe pode sofrer intermitências, isto é, períodos de consciência alternando com períodos de inconsciência, mormente quando esses estados são determinados por situações psicológicas ou psico-fisiológicas

Pode ocorrer que, de acordo com os tipos de Espíritos comunicantes ou com o interesse dos Guias dos médiuns, que apenas certas manifestações sejam conscientes e outras não.

Depreende-se, portanto, que podem haver flutuações na questão da consciência ou não do médium durante as manifestações.

Só não ocorrerão alternâncias no caso em que essas características sejam determinadas pela estrutura fisiológica do sensitivo que, então, não pode ser alterada: nesses casos ele será definitivamente consciente ou definitivamente inconsciente.

Os médiuns de incorporação são classificados em conscientes, semi- conscientes e inconscientes.

O médium inconsciente é aquele que, após o término da incorporação não consegue se lembrar das mensagens transmitidas, ou de qualquer fato ocorrido durante essa incorporação.

Isso significa que em momento algum da ocorrência do fenômeno ele estará participando dos acontecimentos, que são inteiramente regidos pela entidade que o incorpora.

Assim, as falas, as opiniões, os movimentos, etc., não são determinados pelo médium, mas sim pela entidade que o incorpora.

O espírito usará, claro, de conhecimentos do médium.

O médium semi-consciente vai tendo consciência do que o Espírito transmite à medida que os pensamentos daquele vão passando pelo seu cérebro.

Nessa modalidade, embora em menor grau que na consciente, poderá haver interferência do médium na comunicação, como repetições de frases e gestos que lhe são próprios, motivo porque necessita aprimorar sempre a faculdade, observando bem as suas reações no fenômeno, para prevenir que tais fatos sejam tomados como mistificação.

O médium consciente, por sua vez, é aquele que durante a incorporação está ciente, o tempo todo, de toda a comunicação, das suas impressões físicas, etc.

Por exemplo, um médium consciente incorporado de um espírito que segura uma vela, irá sentir o calor da chama, a textura da parafina e outras experiências sensoriais.

Contudo, verá sua mão descrever um movimento não comandado por sua vontade, apesar de que o médium pode, já que seu corpo é sua propriedade, impedir a manifestação e assim bloquear o movimento, sem maiores problemas.

O médium, eventualmente poderá passar à frente da entidade em alguns momentos. Não haverá, porém, malefício algum nessa feita, desde que o médium esteja respeitando o consulente e a entidade incorporada, permitindo que a mesma trabalhe a maior parte do tempo.




A assimilação das correntes mentais


O fenômeno da psicofonia ou incorporação é caracterizado pelo chamado envolvimento mediúnico que significa um entrosamento das correntes mentais e vibratórias do médium com o Espírito comunicante.

No fenômeno mediúnico, durante o transe, o médium apresenta condições favoráveis à assimilação das correntes mentais com as quais se afiniza.

Isso se dá pela irradiação ou exteriorização perispirítica, que permite ao médium maior liberdade, podendo ser influenciado pelo campo vibratório dos Espíritos desencarnados.

Havendo a sintonia vibratória o médium passa a sentir, receber ou entender vibrações mentais da entidade comunicante.

Todavia, essa assimilação de correntes mentais não se dá apenas entre os dois participantes do fenômeno mediúnico, pois as demais pessoas que participam da reunião têm importância fundamental, podendo colaborar decisivamente para o bom êxito da empreitada, como também ser causa marcante no fracasso da ligação médium-Espirito, por ter, através de seus pensamentos, determinado um clima, favorável ou antagônico à realização do fenômeno.

Assim, todos os participantes, médiuns, doutrinador, Espírito comunicante, mentores espirituais, tem grande importância na realização do intercâmbio mediúnico.

Muitas vezes, embora o médium esteja em boas condições, o fenômeno não se dá por falta de ambientação adequada e segura para a realização da delicada tarefa do intercâmbio mediúnico sem riscos para sua integridade física e psíquica.