Objetos Ocultos

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A geografia de um terreiro é uma disposição mágica, correspondendo na Terra à reprodução de um local existente no astral.

Esse conceito é praticamente restrito aos terreiros de Candomblé, já que a Umbanda, em quase sua totalidade, tem seus terreiros formados, dentro da linha de simplicidade e simplificação que rege o Culto, apenas pelo salão destinado às reuniões e pelos compartimentos de serviço necessários.

Nos terreiros em geral as construções, objetos, plantas, etc. estão magicamente ligados às entidades do astral, fato que transparece mais naqueles de Candomblé, uma vez que suas construções são específicas e projetadas para essa finalidade.

Na verdade, qualquer objeto empregado pelos cultos afro-brasileiros se constitui um conglomerado de forças que esse objeto atrai e retém.

Tornar sagrados, mágicos enfim, esses objetos e construções, significa harmonizar as forças emanantes desses itens com a força básica do terreiro e compatibilizar tudo com os níveis energéticos das Entidades ou Correntes a que estejam dedicados.

Há cerimoniais específicos para essa finalidade, em ambos os cultos, como por exemplo, o cruzamento.

Do mesmo modo, os sons e cores também possuem vibrações que se encontram harmonizadas com as coisas do astral.

Cada nota musical corresponde a um Orixá, Corrente ou Entidade, e a nota musical que vibrar para um determinado Orixá, vibrará, também, para as coisas e objetos que lhe forem afins.

Na mesma forma, as cores têm sua correspondência com as entidades do astral e vibram em consonância com essa correspondência.

Por isso, um praticante que estiver vestido com as cores correspondentes ao seu Orixá-de-Cabeça, estará atraindo as vibrações emanadas por essa Entidade.

 

Assim se explica a sacralidade dos tambores e demais instrumentos rituais.

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