Orixás Menores

É muito elevado o número de Orixás que se classificam neste grupo, havendo expressiva quantidade de Falanges por eles comandadas.

 

São os principais:

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LOGUNAN

 

 

 

Logunan, também chamada de Oyá Tempo rege, juntamente com Oxalá, a primeira das sete linhas da Umbanda e do Candomblé, no trono da fé.

Eles trabalham em polos opostos, onde Oxalá se encontra no lado positivo e Oyá no lado negativo, ou seja, enquanto Oxalá emana vibrações de fé para os descrentes, Logunan controla o excesso para que não haja o fanatismo religioso.

A Oyá Tempo controla esse campo, no qual ela isola no infinito cósmico os espíritos que atacam a fé e a religiosidade, para que todos possam manter, através da crença no divino, a esperança e o sustento para a realização dos objetivos da vida.

Portanto, quando buscamos pelo equilíbrio da fé, pedimos o auxílio de Logunan juntamente com o pai Oxalá, porque assim encontraremos a harmonia perfeita desta energia e seremos capazes de evoluirmos espiritualmente para entendermos a passagem da vida e os mistérios da fé.

Dentre todos os Orixás, é graças a Logunan que podemos existir, pois ela quem deu movimento ao processo de passagem de período, antes de sua atuação tudo era estático e não possuía uma sequência de fatos onde se pudesse construir ou evoluir.

Assim sendo, Oyá fez o tempo se mover, o mundo girar e soprou o caminho da continuidade e da existência de tudo.

 

 

 

Mitologia

 

 

Olorun criou o mundo e percebeu que as coisas não aconteciam, permaneciam inalteráveis e estáticas, como se a vida não existisse.

Portanto, tudo tinha a visão de uma grande tela de pintura, onde se encontrava tudo que era belo, rico em detalhes, mas não havia a magia do existir.

Assim, nada era vivido no conceito de passado, presente e futuro e simplesmente nada acontecia, nada alterava nem evoluía.

Foi então que Olorun decidiu criar Logunan para que ela pudesse aplicar com a sua energia o movimento para todas as coisas.

Com esse Orixá finalmente surgiu o tempo e a existência enfim se manifestou, onde através do passado alimentamos o presente e projetamos o futuro de forma que tudo gire em sincronia na roda da vida.

 

 

 

Sincretismo

 

Logunan é sincretizada com Santa Clara, que é detentora de uma imensa religiosidade, e enfrentou a todos que a impediam de exercer a caridade e pregar a fé.

 

 

 

 

ORUM-MILÁ

 

 

Orunmilá ou Orunlá, é um dos Orixás fun-fun, ou seja, esteve presente na criação da terra e da humanidade.

Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, é ele o detentor do poder da intuição, da vidência e da leitura dos destinos.

Ele é quem guarda a sabedoria do Ifá (que é como a Bíblia para os cristãos) e por isso é representado com o seu Opon-Ifá ou Opelê Ifá.

Seu prestígio é um dos mais altos, e possui um imenso valor para todos da religião afro, este Orixá está somente abaixo de Olodumarê (o Deus supremo), onde através de seu grande senso crítico ele conserta tudo que é imperfeito.

Este Orixá, procura mostrar a todos os homens e a seus filhos que vingança e o desejo do mal – até mesmo para os inimigos – é o mesmo que querer algo ruim para si mesmo, pois ao alimentarmos ódio em nosso peito por alguém, nos matamos também pouco a pouco por dentro.

Por isso, todas as vezes que se pede algo ou ora em seu nome, é necessário incluir o bem a todos em seus desejos, pois do contrário nada será abençoado, nem atendido.

É um Orixá muito velho, que não mais se manifesta em seus filhos. É considerado o bisavô de todos os Orixás.

Embora Orunmilá não seja de fato Ifá, a associação íntima existe, porque ele é o que conduz o sacerdócio de Ifá.

É sincretizado com São Benedito.

 

IFÁ

 

 

É um Orixá diferente dos demais.

É o Orixá da adivinhação e do destino.

É o Orixá do conhecimento e da informação, tanto sobre a dimensão em que vivem os Orixás, como sobre os diferentes futuros possíveis.

É um oráculo africano.

Não tem culto organizado e é consultado no candomblé para saber se há obrigações a cumprir, e quais, para com algum outro orixá.

Não é propriamente umqa divindade (Orixá), sendo o porya-voz de Orunmilá e dos demais Orixás.

Não é sincretizado com nenhum santo católico e não tem filhos especiais: todos os babalaôs cultuam Ifá.

É considerado o “fluido universal” e, nesse sentido, é claramente identificado com o Espírito Santo da Igreja Católica.

Na África era o Deus da Advinhação e seus sacerdotes previam o futuro, porém seu culto foi dispersado e chegou ao Brasil excessivamente mutilado e truncado.

É o Orixá que governa as previsões dos Jogos de Búzios e Ubís. Os Oluôs ou Babalaôs, são a autoridade máxima do culto de Ifá, responsáveis pela transferência do axé durante a iniciação de novos babalaôs após um longo período de aprendizado.

Sua principal manifestação é o Jogo de Búzios, considerado como uma dádiva sua para permitir aos seres humanos o conhecimento de sua própria existência.

 

ODÉ

 

 

É o Orixá da Caça (não da floresta), é filho de Oxalá e Iemajá, irmão mais novo de Oxóssi, de quem é servidor, e seu culto foi práticamente absorvido pelo seu conhecido irmão.

Tem a virtude de dominar os espíritos das florestas.

Odé entra na mata da morte, joga sobre si pós chamados arolé, que passou a ser um de seus dotes.

Este pó o torna imune à morte e aos Eguns.

Está associado com a vida, ar livre e com os elementos da natureza. Como bom caçador, é solitário e individualista.

Mas não dispensa o contato com pessoas no convívio social. E nunca vive sem um grande amor.

 

É valente, forte e justo.

Na África era a principal divindade de Ilobu, onde era conhecido pelo nome de Irinlé ou Inlé, um valente caçador de elefantes.

Odé, em uma das suas formas é conhecido o caçador de uma flecha só, aqueele que livrou a cidade de Ifé de uma grande maldição.

Tornou-se rico e foi posteriormente rei de Keto.

Sendo ele um rei, Karrega o Iruquerê, o espanta moscas, que é usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.

Suas cores são o verde-brilhante e o branco e suas comidas e bebidas são as mesmas atribuidas a Oxóssi.

Ocupa um lugar de destaque nos Candomblés em Salvador porque é o patrono de todos os terreiros tradicionais.

No Brasil é associado com São Miguel Arcanjo e representado como um indígena brasileiro armado com arco e flecha.

 

OXUM-MARÉ

 

 

Em relação a Oxum-Maré, qualquer definição rígida é difícil, porquanto o conceito de dualidade é absolutamente pertinente a esse orixá.

 

É um Orixá menor que trabalha para Xangô. É o Orixá da sorte, fartura e fertilidade.

É o protetor das mulheres grávidas.

 

Traz dentro de sí a dualidade básica: o bem e o mal.

Durante seis meses do ano é masculino e representado pelo arco-íris, e, segundo as lendas, o encarregado de levar àgua do Ayé para o Orun, da Terra para o Céu.

Nos outros seis meses é feminino e representado por uma cobra que se movimenta agilmente tanto na terra como na água.

Por essas alternâncias, é definido como o Orixá dos movimentos, da ação e da eterna transformação.

Assim, seu domínio se estende a todos os movimentos regulares, que não podem parar, como a alternância entre a chuva e o bom tempo, entre o dia e a noite, entre o positivo e o negativo.

Seus domínio sãos os poços e fontes da mata.

 

Veste-se de verde e amarelo ou com as sete cores do arco-íris e é representado por uma serpente.

Suas comidas são: carneiro, galo e aberém.

É sincretizado com São Bartolomeu e festejado a 24 de agosto.

 

 

 

Regência

 

 

Orixá masculino, regente da linha do amor. Oxumaré envolve a a renovação dos sentimentos.

Seu ponto de força na natureza são as beiras dos rios e o arco-íris.

 

OBALUAIYÊ

 

 

Também chamado de Avaluaiê, Obaluaie, Oluauê ou Babaluaiye é o Orixá da cura em todos os seus aspectos, da terra, do respeito aos mais velhos e protetor da saúde.

Obaluaye em iorubá “Obàlúwàiyé” é traduzido por (rei e senhor da terra), Oba (rei) aiyê (terra).

 

É chamado sempre que necessário afastamento de enfermidades.

É um Orixá ligado a Omulú, num entrelaçamento tão identificado que ambos são, comumente, considerados como um único Orixá.

Com a aglutinação de Orixas (vários Orixás parecidos serem cultuados como apenas um) promovida pela diáspora africana, Obaluaiye é constantemente confundido com o vodun Sapatá, e especialmente com o Orixá Omolu e difundido até que são a mesma divindade, mas são Orixás diferentes.

Esse equívoco ocorre principalmente, pelo motivo de os dois Orixás terem domínios sobre a cura e doenças, e os dois usarem xaxará.

Outro fator que promoveu essa confusão, é que Obaluaiye era chamado de Omo Olú (filho da Olú) pelo fato de sua mãe se chamar Olú, enquanto o orixá Omolu recebe esse nome com o significado de "filho do senhor" (Omo = filho, Olu = senhor), já que Omolu é filho do próprio Oxalá.

Outro resultado da diáspora foi a adição de palhas em suas vestimentas, resultante pela mistura de cultos com o vodun Sapatá e com o orixá Omolu, que originalmente usam palhas, diferente de Obaluaiye, que em seu culto original não usa.

O calor também é uma propriedade de Obaluaiyê: a febre, o corpo esquentando para expulsar uma doença, é Obaluaiyê agindo no corpo do ser humano, assim como o calor que vem das profundezas da terra. Por isso, todo tipo de sacrifício ou oferenda para Obaluaiyê deve ser feito durante o dia, quando a temperatura está mais alta, nunca à noite.

Todo esforço para manter o equilíbrio mental, físico, emocional ou espiritual também é uma forma de cultuar este Orixá.

Ao contrário do que muitos pensam, ele não é o deus da morte, dos mortos, do cemitério ou das almas que lá habitam: o que acontece, é que por ser o Orixá que promove a cura para as enfermidades, automaticamente ele está sempre próximo a Iku (orixá responsável por tirar a vida), pois ele promove a cura para aqueles que estão perto da morte.

Seus poderes e as magias de seu culto são usados contra todo tipo de enfermidades, mas particularmente contra as doenças de pele, inflamações, e doenças transmitidas através do ar que possam causar epidemias. Também são usadas para curar pessoas com problemas de convulsão, epilepsia e catalepsia.

É, como Omulú, o Deus da medicina e da saúde.

. Sua dança é o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), que ele dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imita o sofrimento, coceiras e tremores de febre.

Tem como emblema o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, com o qual em que ele capta as energias negativas das casas e das pessoas bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais.

Esta representação nos mostra sua ligação a terra.

 

OSSANHA

 

 

Ossanha, Ossam, Ossaim, ou Ossanhe é a divindade das folhas e das ervas, e é uma Iyabá (Orixá feminino).

Possui poder sobre qualquer tipo de vegetação e delas consegue extrair as curas para todos os males.

É o Orixá das ervas medicinais e das plantas em geral, presentes em todos os rituais de iniciação no Candomblé

É a defensora da saúde e auxilia aqueles que buscam uma vida saudável. Ossanha também é responsável pelo sucesso e alcance dos bens materiais, porque possui o dom da feitiçaria.

Conta a lenda nagô que Olódumaré, quando dividiu o mundo e suas coisas, no início dos tempos, entregou a Ossanha a guarda das folhas e das ervas.

Ossanha, muito ciumenta, guardou esses pertences numa sacola que mantinha suspensa nos galhos de uma árvore.

Xangô, desejando ter algumas ervas, pediu auxílio a Iansã, a deusa das tempestades, que, agitando suas longas saias, provocou um turbilhão de vento que arrancou a sacola dos galhos onde se encontrava, e as ervas guardadas se espalharam.

Os deuses imediatamente se atiraram sobre elas, e cada qual recolheu as que pode, para desespero de Ossanha que tornava a guardar as restantes na sacola.

Por isso cada Orixá tem suas ervas especiais, cabendo-lhes, contudo, recorrer a Ossanha a cada vez que necessitem de outras ervas para suas infusões.

Ossanha tem sido associada a Santa Maria Madalena, e por isso é a padroeira das pessoas religiosas, dos amores infelizes, e dos amores puros.

Seu símbolo é u ma haste de ferro no formato de um lque, com 6 pontas, no centro do qual es´ta o Pássaro do Poder, que pode ir a qualquer lugar e trazer relatos.

É uma Orixaá Iorubá.

É representado por um pássaro pousado num ramo e seu domínio é a mata virgem.

 

Sua cor é o verde-claro e sua festa é em 22 de julho. Saudação: “Ewé Ó”, que significa: “Salve as folhas”.

 

IROKO

 

 

 

Foi o primeiro filho de Oxalá.

Iroko é um dos Orixás mais antigos, ele representa o tempo e rege a Ancestralidade.

 

Ele foi a primeira árvore plantada na terra, por onde desceram todos os Orixás, por este motivo ele é o líder de todos os espíritos das árvores sagradas.

Em termos de elemento é associado a uma árvore, a gameleira branca, cujas fortes raizes a prendem sólidamente à terra, num simbolismo da firmeza das características desse Orixá, cujos traços marcantes são a determinação e a inflexibilidade.

Durante as reuniões dos Orixás, onde avaliam a humanidade e o desenvolver da Terra, Iroko está sempre presente, mas apenas observa e anota o que é concluído por eles, pois quem regerá o tempo de todos os acontecimentos será ele.

Este Orixá, não costuma “baixar” nas giras, mas é extremamente respeitado nos terreiros, este Orixá é quem direciona o início e o fim de todo ciclo.

É sincretizado com São Francisco de Assis e seu dia da semana é a terça- feira e sua comida ritual é o ajabó.

São raras suas incorporações, assim como são escassos seus filhos-de-santo.

 

LOGUNEDÊ

 

 

 

Orixá pouco cultuado na África, tem no Brasil muitos filhos-de-santo. É filho de Oxóssi e Oxum Pandé.

Vive seis meses sobre a terra e seis meses sob as águas. Seus domínios são os leitos de rios e mares.

Assim como Oxum-Maré, nos primeiros seis meses é uma divindade masculina e nos outros, feminina, alimentando-se segundo as lendas, de caça no primeiro ciclo e de peixes no segundo.

Sua dualidade é diretamente herdada de seus pais, Oxalá e Oxum, sendo a síntese das características de cada um deles, alternadamente.

Veste-se com uma pele de leopardo, leva em uma mão o espelho de Oxum e na outra as armas de Oxóssi.

Seu dia da semana é a quinta-feira, e sua comida ritual é o axoxó, e sua saudação é "Olu A Ô Ioriki ".

 

EWA

 

 

 

Ewá é a Orixá das chuvas, rainha dos mistérios e da magia, jovem virgem que recebeu de Orunmilá o poder de ler os Búzios (o Oráculo de Ifá).

Comanda os astros e está ligada às mudanças e transformações das águas.

Conhecida por sua aparência exótica, Ewá é também símbolo da beleza e sensualidade, mas nunca se entregou a nenhum homem, se conservando casta e se é a protetora de tudo que é virgem e puro, desde o ser humano até mesmo as florestas e rios.

Não deve ser confundida pureza com ingenuidade, pois essa Orixá é muito astuta e esperta, por isso não queira nunca despertar a sua ira.

Às vezes é confundida com Oxumaré, assim ela costuma ser cultuada juntamente com seu irmão e os dois são responsáveis pela energia do arco-íris.

Ela também possui a serpente como seu símbolo, só que em tamanho menor que a de Oxumaré.

Veste-se de vermelho e branco.

Seu dia é Sábado e sua saudação é "Ri-rò!".

Seus filhos são pessoas extremamente metódicas e racionais. Costumam traçar metas para tudo. Conservadoras, acabam sofrendo com o excesso de rotina que conseguem estabelecer em suas vidas.

 

AYRÁ

 

 

 

O Orixá Ayrá é uma entidade ímpar, controladora do vento.

Ao contrário do que muitos acreditam, ele não é uma qualidade do Orixá Xangô.

 

Como principal diferencial podemos observar o seu temperamento: enquanto Xangô é um Orixá punitivo, Ayrá é benevolente e sua missão é a de aplicar a vontade de paz de Oxalufã.

 

Ele é um dos mais antigos Orixás, que começou a habitar a Terra logo que ela foi criada.

 

Seu caminho está associado a Oxalá, onde os dois são os detentores da paz nos caminhos dos Orixás.

Enquanto Oxalá é a paz, Ayrá a estabelece para todos.

Sua associação a Xangô acontece pois ambos terem sido incorporados ao Panteão do Fogo, mas o seu verdadeiro culto é totalmente independente.

Ayrá é de família do raio, mas também domina os ventos, onde ficou mais conhecido por ter seu símbolo principal como um redemoinho.

Seu culto é mais antigo do que o de Xangô, onde foi estabelecido no Candomblé migrando do Savé para Oyó e posteriormente para o Ketu.

Ele carrega consigo em uma das mãos uma chave, com a qual ele pode regular o clima e na outra uma lança que simboliza respeito.

De forma geral, não há culto voltado para este Orixá na Umbanda, o tornando assim mais característico do Candomblé.

 

O principal mito de Airá está relacionado a Xangô e Oxalá:

 

“Quando Oxalá permaneceu preso por engano no território de seu filho Xangô, o caos reinou na Terra por 7 anos e o Orixá Pai ficou cabisbaixo e desanimado.

 

Ao saber do acontecido, Xangô o libertou e realizou grandes festas para encher novamente o peito dele de alegrias.

Mas de nada adiantou, pois as dores que Oxalá sentia em seu corpo e peito eram muito profundas para serem curadas com os eventos, e seu maior desejo no momento era retornar a Ifé e encontrar sua esposa Iemanjá.

Como Xangô precisava reorganizar o reino após os anos de calamidade, ele não poderia acompanhar o pai debilitado, então solicitou a Ayrá que fizesse isso por ele.

Esse retorno foi uma viagem muito cansativa e longa, e Oxalufã estava muito debilitado após o confinamento de 7 anos, então precisava andar vagarosamente.

Em alguns momentos Ayrá o carregava em suas costas para ajudá-lo a chegar logo aonde tanto desejava.

Assim, neste momento os dois se tornaram grandes companheiros e Ayrá aprendeu como estabelecer a paz que Oxalá tanto sonhava.

A relação dos dois passou a ser como de pai e filho.

Nessa caminhada, Oxalá tinha a necessidade de descansar durante as noites, pois além do corpo cansado ele sentia

 

É um Orixá Nagô pouco conhecido no Brasil.

 

É o Orixá da agricultura, divindade das colheitas, ligada ao cultivo e colheita dos inhames e à fertilidade das terras.

Quando se manifesta, traz um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade, uma chibata de couro e uma faca ornamentada com búzios. Veste-se de branco, e por isso, às vezes, é confundido com Oxalá.

Na época em que os escravos aqui chegaram, não deram muita importância a esse Orixá, considerando, em seu lugar, Ófún como o Orixá da agricultura e Obaluaiyê como o Orixá dos grãos.

Sendo um Orixá raro, suas qualidades são pouco conhecidas. É um Orixá rico, e marido de Olokum.

Teve um relacionamento passageiro com Yemanjá, que o seduziu para obter os segredos do inhame e da-lo a seu fillho Xangô.

As abelhas são suas mensageiras, e Okô tem o poder de curar a malária, enfermidade a que ficam expostos os que trabalham na agricultura.

É arbitro dos conflitos entre mulheres, e, muitas vezes, juiz das pendências entre os Orixás.

 

EGUNITÁ ou OROINÁ

 

 

 

Egunitá é considerada pela Umbanda como uma Orixá da purificação, que retira os vícios e purifica o homem de todo excesso emocional.

Egunitá é um orixá feminino cuja existência tem sido questionada por alguns adeptos da Umbanda: para muitos seguidores este não seria um orixá singular mas sim, uma das manifestações de Iansã ou Oiá.

No Candomblé, Egunitá é conhecida como uma qualidade de Iansã.

 

Na linha da Justiça, Egunitá esquenta os ventos de Ogum, irradia o Ar de Iansã e potencializa o Fogo de Xangô, para assim os quatro poderem reger de forma Divina as Leis do mundo e trazer a resposta dos Orixás para todos.

Totalmente racional, assim como Xangô, ela não será comovida por sentimentos e somente ajudará quem julgar merecedor.

Sua atuação em nossas vidas não depende de nossa própria vontade, já que quando nos encontramos desequilibrados ou viciados em algo, não somos capazes de decidir nada por conta própria.

Quando ela julgar necessário e de merecimento, Egunitá agirá rapidamente com seu poder de chama dissipada para limpar nossa alma e queimar toda energia negativa.

Ela é também responsável pela regência da Linha dos Ciganos.

A diferença de seu fogo para o de Xangô é que ela é de fator negativo, ou seja, suas chamas consomem, enquanto o Orixá Xangô possui o fogo abrasador, que inflama.

Egunitá envolve a energia e consumação do que não é bom.

As histórias dos Orixás são repletas de segredos, sobretudo para Egunitá.

Isto porque seu Mistério foi recentemente aberto para as pessoas, sendo uma entidade cultuada somente dentre os Orixás da Umbanda. Por isso, ela ainda não possui informações concretas sobre suas manifestações.

 

Suas cores características são: vermelho, dourado, laranja e cobre. Seu sincretismo é com a Santa Sara de Kali.

Esta Santa negra e cigana acompanhou as Três Marias e toda a vida de Jesus Cristo, auxiliando até mesmo em seu nascimento.

Seu ponto de força na natureza é o fogo.

 

OKÔ

 

 

 

Okô também grafado como Ocô é um Orixá iorubá.

É um caçador pobre, solitário, que possuía apenas um cão e uma flauta feita de osso, uma chibata de couro e um cajado de madeira e uma faca com uma fileira de búzios.

Veste branco, o que, por vezes o leva a ser confundido com Oxalá.

É a divindade da agricultura, ligado a colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra.

 

Okô é pouco conhecido no Brasil.

Na época em que os escravos chegaram, não deram muita importância a este Orixá, considerando Ofum como o Orixá da agricultura, e Obaluaiê como o Orixá dos grãos.

Seu nome vem do iorubá, significa: Orixá da Palavra. As abelhas são suas mensageiras.

É representado por uma estátua de madeira provida de um imenso falo. Tem o poder de curar a malária, à qual estão expostos aqueles que lidam com agricultura.

É um dos Orixás mais duros por seu trabalho na terra, alimentando a humanidade e os orixás.

 

É árbitro de conflitos, especialmente entre mulheres, e não raro, juiz das costumeiras disputas entre os orixás.

Tem um título: Eni duru, que significa aquele que é erigido, personagem em pé, referência a seus atributos fálicos.

Na época da colheita do inhame, ninguém comia o inhame novo sem antes fazer uma festa para Ocô: as sacerdotisas do templo do Orixá se entregavam aos sacerdotes sexualmente, e todo homem que encontrava uma mulher podia ter relação sexual naquele dia.

Na ocasião, era montada uma bandeja de madeira contendo coco, cana de açúcar, milho, inhame, todos crus, como oferenda.

Nas festas na África, cozinha-se todo tipo de vegetais produzidos pela terra e são colocados na rua para que todos se servissem à vontade.

Também ´cozida a galinha de angola macho, tudo com mel, pois não se usa dendê para esse Orixá, que também come cabritos brancos, novos de chifres virados, ou galos brancos com esporão grande, além de pombos brancos.

Suas comidas devem ser brancas como: acaçá de Oxalá, inhame cozido em fatias com mel, canjica branca também com mel.

Seu santuário é fálico, seu simbolismo é fálico: na África, seu símbolo é uma grande rocha fálica ou um estátua de madeira com enorme pênis, também representado por uma barra de ferro.

Seu assentamento é feito com: uma tigela de barro contendo dentro: "um arado puxado por dois bois,onde um homem comanda esses boi sob um guarda chuva, uma telha curvada e pinta da de branco e vermelho em listas, uma tigela de barro com tampa e uma pedra dentro, dois cocos pintados metade branco , metade vermelho, um pedaço de madeira pintado de vermelho e branco , representado as genitálias. O vermelho representa o sangue e o branco o sêmen.

 

EXEQUERÊ

 

 

 

É um Orixá que trabalha na Linha de  Yemanjá, de  quem  é considerado servidor.

É também chamado de “Peixe Marinho” e é o protetor dos lares e das famílias.

É calmo e infunde respeito carinhoso.

Encontra-se sincretizado com São José e é festejado no dia 19 de março.

 

JUBIABÁ

 

 

 

É um Orixá nascido no Brasil.

Foi um grande chefe indígena, associado à figura lendária do grande chefe Sumé, que ensinou aos índios brasileiros o cultivo da mandioca e da banana de São Tomé.

É associado a São Tomé, santo católico que é considerado o protetor dos índios.

 

AJÁ

 

 

 

É o Orixá encarregado de conduzir os espíritos dos eleitos para o astral, onde irão aprender os segredos e as magias.

 

BAIANI

 

 


 

Baiani, Bayanni ou Dada é um orixá da mitologia iorubá.

É filho de Òrànmíyàn e irmão mais velho de Xangô e Soponna. Tornou-se Alaafin de Oyo Pacífico.

Foi um rei fraco que quase não reinou.

Em outra versão do mito, é a mãe de Xangô e em outras, filho de Iemanjá.

 

No Brasil, é chamado de Bayanni ou Dadá Ajaká.

É representado por uma coroa de búzios chamada Ade Bayanni ou Adê de Banni enfeitada de búzios com diversas tiras pendentes.

Orixá cultuado no Terreiro do Gantois, tem uma festa anual chamada Festa de Baiani, muito concorrida por ser uma das poucas casas de Candomblé que cultue este Orixá.

 

AXABÓ

 

 


 

Axabó é um Orixá feminino, cultuado na Bahia, mas pouco conhecido, é da família de Xangô, algumas vezes tratada até como sua versão feminina.

De origem da região de Tapa e Nupê na África possui fundamentos muito parecidos com os de Xangô.

Iyagbá Axabó, precursora da família de Oyó, é a irmâ de Iyá Massé Malé, e assim sendo tia de Xangô.

Trata-se de uma iyagbá das águas mornas, ligada à toda a ancestralidade da dinastia de Oyó, com ligação com as Iyá-mi, com poderes e dons de cura e alta magia.

Rege a intuição feminina, o sonho como presságio ou vidência, o sono, o poder curativo e terapêutico dos banhos de axé.

Ligada às artes e à música, representa a mulher de sociedade, altiva e hierárquica.

 

Axabó é uma Orixá da Casa de Xangô, muito cultuada no Gantois e no Nagô Pernambucano. os banhos da casa.

Segundo o que se diz ela cuidava da alimentação de Xangô e preparava Se diz que nunca teve filhos sendo dai o termo: “Agbá-ijena“ pque

 

significa “senhoras respeitáveis que não parem filhos”.

É forte, feminina, muito confundida com Obá e Oyá, mas se trata de uma Orixá à parte, muito pouco conhecida e cultuada, sendo os seus fundamentos relegados à poucos axés e zeladores.

Usa vestimentas nas cores vermelho e branco ou rosa (podendo ser estampado). Usa sempre pano da costa.

Traz na mão uma lira.

Dizem os mais antigos ser com essa lira que ela , tocando, encantava Xangô ao sono, para que ele repousasse, descansasse e retomasse o trono e o andamento de suas guerras.

Nas cantigas dela sempre se ressalta a associação dela com as águas e as folhas:

 

OLOKUN

 

 

 

Sua vida é envolta em mistérios, não há muito o que dizer sobe Olokun. Esse Orixá carrega diversos segredos como a profundeza do Oceano, onde ele faz a sua morada.

 

Na cultura africana, Olokun possui diferentes representações: em alguns locais ele possui características do sexo masculino (Yorubá) e em outras, do feminino (Ifé), mas em todas suas formas ele tem o corpo metade peixe e metade homem.

Em qualquer que seja a religião afro, sabe-se que foram das águas de Olokun que toda a vida se originou.

Por ser muito reservado seu temperamento é compulsivo e violento, por isso ninguém ousa irritá-lo e a ele devemos todo o respeito.

Sendo assim, ele é considerado em todas as nações de religião afro, como o mais temido e perigoso dos Orixás.

Uma das histórias de sua vida e demonstração de sua grande ira, é representada pelo dilúvio, onde em um acesso de fúria e demonstração de seu poder contra Olorum, Olokun quase destruiu toda a humanidade ao agitar as águas dos Oceanos.

Para contê-lo foi necessário que o prendessem acorrentado no fundo do Mar.

 

Olokun é também o símbolo da saúde e da riqueza, ambas com uma energia misteriosa e que podem surgir e sumir com muita facilidade.

Esse Orixá é cultuado em algumas Casas tradicionais, mas não possui cânticos no Xirê, não há iawos para este Orixá e ele é homenageado durante a festa de Iemanjá.

Em sua ferramenta habitam dois espíritos: Acaro (representação da morte) e Samugagawa (representação da vida).

Eles mostram como Olokun é tão poderoso, ocupando assim o segundo lugar do Panteão Yorubá.

 

Sua comunicação é realizada através de Iemanjá, ele não se pronuncia de outra forma.

 

OLASSÁ

 

 

 

Olossá ou Olossa , na Mitologia Yoruba é a divindade das lagoas, é o nome de uma lagoas africana.

 

Olossá é sensível e zelosa.

É filha de Òrungan com Yemojá, mãe de Ajé Salugá.

Ganhou de Olókun o poder de governar os lagos que desembocam nos mares.

 

Ligada a Oxum e Nanã, veste-se de verde-claro e suas contas são branco cristal.

É a Orixá mais velha da terra de Egbado.

Olossá é também considerada esposa/irmã de Olokun. Seus mensageiros são os crocodilos.

Na Iorubalândia, é adorada nas Lagoas e Lagos que precedem à costa Atlântica.

 

Ali é onde são levadas suas oferendas.

Se os crocodilos as consumirem, a Orixá as aceitou.

É cultuada no Brasil na Lagoa do Abaeté, Salvador, Bahia juntamente com Iemanjá que também é considera Orixá dos Lagos.

Não há iniciados no Brasil.

 

ONILÉ

 

 

 

Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, se caracteriza por ser o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun.

 

É o primeiro a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios.

 

Todo terreiro possui o assentamento de Onilé, denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos o reverenciarão.

É também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiyê, Ilê e Sakpatá.

 

Em algumas tradições, Onilè, contração de oni (senhora) e ilè (terra, espaço), é a Senhora da Terra, sendo uma divindade feminina, e representa a Mãe Terra (onde acolhe os ancestrais), Egungun.

Conta-se que quando Olorum reuniu os Orixás para dividir o poder sobre a criação entre eles, uma de suas filhas, Onilé, escondeu-se sob a terra.

Por este motivo acabou ganhando poder e autoridade sobre ela.

A primeira parte de todos os sacrifícios de Ejé (sacrificios de sangue) é sempre derramada sobre a terra, independente de para qual entidade ou divindade seja o sacrifício, este gesto é uma forma de lembrar e reconhecer o poder de Onilé.

Tudo vem da terra e a ela retorna.

Cultuada em terreiros da Bahia e em Candomblés africanizados, a Mãe Terra desperta curiosidade e interesse entre os seguidores dos Orixás, sobretudo entre aqueles que compõem os segmentos mais intelectualizados da religião.

Onilé é assentada num montículo de terra vermelha e acredita-se que guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida.

 

Na África, também é chamada Aiê e Ilê, recebendo em sacrifício galinhas, caracóis e tartarugas.

Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la.

 

Para muitos seguidores da religião dos Orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo.

 

 

 

Mitologia

 

 

Diz a lenda que, quando os Orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olòdumaré comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.

Onilé não se sentia bem no meio dos outros.

Um dia o Grande Deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os Orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.

Cada Orixá que chegava ao palácio de Olòdumaré provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes.

Os Orixás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé.

Quando todos os orixás haviam chegado, Olòdumaré mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.

Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição.

Então disse Olodumare aos Orixás que eles próprios escolhessem o que achavam o melhor da natureza, e, feita a escolha, cada Orixá recebeu um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular.

Olòdumaré, assim, dividiu de acordo com o gosto de cada um, e disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza.

Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao Orixá que a possuísse.

 

Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá.

 

Os Orixás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte.

Olòdumaré pediu silêncio: ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.

Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.

 

Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra. Quem seria? perguntavam-se todos?

"Onilé", respondeu Olòdumareé "Onilé" ?. todos se espantaram.

Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?

Nenhum dos presentes a vira até então., nem sequer notara sua ​ausência.

 

"Pois Onilé está entre nós", disse Olòdumaré e mandou que todos olhassem no fundo de uma cova, onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.

Ali estava Onilé, em sua roupa de terra.

Olòdumaré disse que cada um que habitava a Terra pagaria tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.

A humanidade não sobreviveria sem Onilé.

Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olòdumaré partilhara com filhos Orixás?

"Tudo está na Terra", disse Olòdumaré: “o mar e os rios, o ferro e o ouro, os animais e as plantas, tudo".

E, continuou. "Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte".

Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi a sentença final de Olòdumaré.

Onilé, Orixá da Terra, portanto, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.

Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser reverenciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.

Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olòdumaré. Todos os Orixás aclamaram Onilé.

Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.

E então Olòdumaré retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos Orixás.

 

IYAMI-AJÉ

 

 

 

Iyami-Ajé - (Iyá Mi Ajé = Minha Mãe Feiticeira) também conhecida por Iyami Oxorongá - é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus.

Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação.

Identificada no jogo do merindilogun pelo odu Ôxê.

 

 

 

 

História

 

 

Tudo que é redondo remete ao ventre e, por consequência, às Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os Orixás por OxumIemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.

Iyami Ajé na forma de pássaro (Coruja Rasga-Mortalha ou Coruja Rasgadeira) pousa nas árvores favoritas durante a noite principalmente na jaqueira (Artocarpus heterophyllus).

Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque vai morrer alguém.

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente.

Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe.

Essa imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Gëlèdé", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.

O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.

O culto a Vodum Nochê Naê no Maranhão pode ser comparado ao das Iyamí Oxorongá da Nigéria, Benin e outras regiões da África - mães ancestrais respeitadas e temidas, que não incorporam e que têm o poder de se transformar em pássaro.

É um Orixá apenas assentado para ser cultuado pela comunidade, não é um Orixá de iniciação, por ser uma energia ancestral aglutinada de forma coletiva.

Representa todas as mães mortas e ninguém pode incorporá-las ou manifestá-las.

 

DADÁ AJAKÁ

 

 

 

Dada Ajaká foi o segundo Aláàfin de Oyó, o Oba Ajaká, meio irmão de Sàngó, que era muito pacifico, apático e não realizava um bom governo.

 

Dadá Ajaká, filho mais velho de Oranian, irmão consanguíneo de Xangô, reinava então em Oyo.

 

Ele amava as crianças, a beleza, e as artes.

De caráter calmo e pacífico, não tinha a energia que se exigia de um verdadeiro chefe dessa época.

Dadá é o nome dado pelos yorubás às crianças cujos cabelos crescem em tufos que se frisam separadamente.

Xangô o destronou e Dadá Ajaká exilou-se em Igboho (Nigéria), durante os sete anos de reinado de seu meio-irmão.

Teve que se contentar, então, em usar uma coroa feita de búzios, chamada adé baáyàni (pronuncia-se Adê Baiani), ou "Coroa de Dadá".

No Terreiro do Gantois na Bahia é reverenciado e cultuado como Baiani, onde realiza-se uma festa anual e no Ilê Omorodé Orixa N´la onde tem um filho iniciado nesse orixa e também realiza uma festa anual.

Depois que Xangô deixou Oyo, Dadá Ajaká voltou a reinar.

Em contraste com a primeira vez, ele mostrou-se agora valente e guerreiro, voltou-se contra os parentes da família materna de Xangô, atacando os Tapas.

 

KATENDÊ

 

 

 

Catendê (Katende), na mitologia bantu, é um inquice das folhas, agricultura e ciência, equivalente ao orixá Ossaim.[1] Sua cor é verde, e por estar associado às folhas, suas vestimentas e insígnias são ornamentadas com folhas verdes.

 

ORANIAN

 

 

Òrànmíyàn, Ọranyan, Oranyan ou Oraniã, foi um rei dos iorubás da cidade de Ife, Nigéria.

 

Era o filho mais novo de Oduduwa e foi o mais poderoso de todos, e mais famoso em toda nação iorubá, reconhecido como caçador e pelas grandes e numerosas conquistas.

Foi o fundador do Império de Oyo por volta de 1400.

Em Ifé existe um monólito que tem o nome Opa Òrànmíyàn em sua homenagem.

Oranian (Òrànmíyàn) foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos.

Uma lenda relata como Ogum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante: uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê que lhe agradou tanto que ele não respeitou sua virtude.

Mais tarde, quando Oduduwa, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres.

Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira.

 

Nove meses mais tarde, Oranyan nascia.

O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores.

Era preto de um lado, pois Ogum tinha a pele escura, e pardo do outro, como Oduduwa, que tinha a pele muito clara.

Essa característica de Oranyan é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco.

Oranian cresceu e tornou-se um belo jovem, forte e inteligente, que adorava caçar, fazer armadilhas e sondar os animais das florestas.

 

Tinha como seu maior sonho, fundar sua própria nação, ter o próprio povo e seu palácio, e, com a ajuda de alguns amigos, começou a conquistar pequenas aldeias.

Só que em vez de fazer mal aos vencidos, os tratava bem e conquistou muitos aliados, formando assim o Reino de Oyó.

Após grandes vitórias, Oranian torna-se o braço direito de seu pai em Ilê-Ifê, pois seus outros irmãos foram povoar regiões distantes, menos Obàlùfan Ògbógbódirin.

Odùduà ordena então que Oranian conquiste terras ao norte de Ifé, mas Oranian não consegue cumprir a tarefa e sai derrotado e, com vergonha de encarar seu pai, não volta mais a Ifé.

Com isso funda uma nova cidade e lhe dá o nome de Oyó, tornando-se o primeiro Oba Aláàfin de Oyó.

Oraniaan era casado com Morèmi, uma bela mortal, nativa de Òfà, que se tornou mais tarde uma heroína em Ilê-Ifé, com a qual tem um filho, que recebe o nome de Ajaká.

Após algum tempo, Oranian investe em novas conquistas e volta a guerrear contra a Nação dos Tapas, onde havia sido derrotado, mas desta vez consegue uma grande vitória sobre Elémpe, na época rei dos Tapas.

Por sua derrota, Elémpe lhe entrega sua filha Torosí.

Retornando a Oyó, Oranian casa-se com Torosí e com ela tem um filho, chamado de Xangô, um mortal, nascido de uma mãe mortal e um pai semideus, portanto com ascendentes divinos por parte de pai.

Após este período com inúmeras vitórias, a cidade de Oyó torna-se um poderoso império, Oranian, prestigiado e redimido de sua vergonha, volta para Ilê-Ifé, deixando em seu lugar, em Oyó, o príncipe Koroado, seu filho Ajaká, que se torna o segundo Aláàfin de Oyó.

Oranian também colocou seu outro filho, Eweka, como rei de Benim, e se tornou o Óòni de Ifé.

Durante sua longa ausência em Ilê-Ifé, Obàlùfan Ògbógbódirin, seu irmão mais velho, se tornou o segundo Óòni de Ifé, após o reinado de Odùduà.

Obàlùfan morreu, e ninguém sabia do paradeiro de Oranian, de modo que o povo de Ifé aclamou Obàlùfan Aláyémore como sucessor direto de seu pai.

Quando Oranian chega em Ifé, Obàlùfan Aláyémore já reinava como o terceiro Óòni de Ifé, mas com um fraco reinado.

Enfurecido com o povo de Ifé que haviam aclamado Aláyémore, e que o tinham chamado para combater possíveis inimigos, o poderoso guerreiro colérico, comete varias atrocidades e só para quando uma anciã grita desesperada que ele está destruindo seus "próprios filhos", o seu povo.

Atônito, ele finca no chão seu asà, escudo que imediatamente se transforma em uma enorme laje de pedra, num lugar hoje chamado de Ìta Alásà, e decide ir embora e nunca mais voltar à Ifé.

Quando rumava para fora dos arredores de Ifé, em Mòpá, foi interceptado pelo povo que o saudavam como Óòni de Ifé e suplicavam por sua volta.

Ele então satisfeito e envaidecido, atende ao povo e finca no chão seu òpá seu bastão de guerreiro, transformando-o em um monólito de granito selando assim o acordo com o povo e volta em uma procissão triunfante ao palácio de Ifé.

Sabendo disso, Obàlùfan Aláyémore abandona o palácio e se exila na cidade de Ìlárá.

 

Oranian ascende ao trono e se torna o 4ª Óòni de Ifé até sua morte. Obàlùfan Aláyémore, retorna do exílio e reassume como o 5ª Óòni de Ifé e reina desta vez, com sucesso até a sua morte.

 

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