Os Guias

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No masculino, é termo específico da Umbanda.

Designa as entidades espirituais orientadoras, tanto dos terreiros, como dos filhos-de-santo.

 

Tanto podem  ser seres  tutelares  da natureza  -  concepção derivada  dos Orixás africanos - como outros tipos de espíritos de seres humanos mortos.

No primeiro caso, tratam-se de espíritos de grande magnitude, que se constituem em emissários diretos dos Orixás.

No segundo, espíritos que, divididos em Falanges - pretos-velhos, erês, caboclos, etc.- são historicamente explicados como espíritos que, após longo ciclo de reencarnações, conquistaram mérito espiritual suficiente, dentro do conceito evolutivo-reencarnacionista do espiritismo kardecista, para não mais estarem obrigados a voltar ao mundo material por meio da reencarnação tradicional, ou seja, nascendo de novo como seres humanos.

Tais espíritos podem prosseguir com seu aprimoramento e evolução, operando apenas na esfera espiritual, quer com atividades restritas ao plano astral, quer encarregando- se de contatos mais estreitos com os humanos encarnados, via fenômenos de incorporação mediúnica.

As três categorias básicas em que se dividem os guias da Umbanda sugerem uma arquetípica identificação com as três faixas etárias distintas dos seres humanos: a criança (erês), o adulto (caboclos), e o idoso (pretos-velhos), associada também a um grupo de qualidades básicas: a inocência e a inconsequência da infância, o vigor e a determinação da idade adulta, e a prudência paciente da velhice.

A essas três Falanges principais é confiada a direção espiritual das Casas de Umbanda, predominando no comando aquela com a qual o babalorixá responsável tem maior afinidade.

Essa ordem de predominância, contudo, restringe-se apenas à composição da ordem de comando do terreiro, não se estendendo à força, competência ou qualidade espiritual, no que as três se equivalem.

Hierarquicamente, abaixo dessas três séries de entidades, situam-se outras, chamadas “os povos”, cujas Falanges também se constituem em arquétipos facilmente identificáveis: os baianos, os boiadeiros, os jangadeiros, os marinheiros, os ciganos, as sereias, etc.

Para essas entidades são designados os problemas mais cotidianamente apresentados pelos frequentadores dos cultos de Umbanda, envolvendo questões materiais como os problemas de dinheiro, amor, inveja, etc.

Embora denominados no gênero masculino - os guias - essas entidades apresentam-se em ambos os sexos: pretos-velhos e pretas-velhas; caboclos e caboclas, etc.

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