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O “Padê (“ato de reunir” ou “ato de chamar”) a Exú” é o nome dados aos rituais de invocação e dedicados a essa entidade, propiciadora da comunicação entres os seres humanos e as figuras do astral.

Essa cerimônia também é conhecida sob a denominação de “Despacho a Exú”.

Exú é o elemento dinâmico que detém a faculdade de abrir os caminhos, permitindo o fluxo da força mágica que interliga os Orixás aos homens, além de ser o fator agregador das forças que formarão a egrégora que irá defender os trabalhos a serem realizados.

Por tais razões, todos os cerimoniais, tanto da Umbanda quanto do Candomblé, querem sejam particulares, quer sejam públicos, devem ser iniciados por um “Padê a Exú”.

Popularmente também se atribue a Exú uma certa impaciência, que o faz ciumento e vingativo caso não seja festejado em primeiro lugar, mas a explicação dos estudiosos indica que o “Padê a Exú” objetiva a vitalização dos canais de comunicação.

 

No Candomblé, face a grande potência das forças invocadas nesse momento, esse ritual é realizado na intimidade dos membros da Casa, antes de ser a assistência admitida ao local do culto.

Soam os tambores, e as ofertas - que se compõe de farofa com dendê, cachaça, charutos, velas e água - previamente colocadas no centro do terreiro, são conduzidas até o “ilê dokutá” ou “tronqueira”, que é a Casa de Exú.

Apenas o babalorixá ou um dos iniciados especialmente preparado para essa tarefa toca nessas oferendas.

A seguir, pode ser dado início ao culto, com a admissão da assistência e o chamamento dos Orixás.

 

Na Umbanda, onde o ritual é mais despojado, e, principalmente nos terreiros mais liberais, o “Padê a Exú” é realizado já com a presença da assistência, e, usualmente, apenas é dedicado a Exú um cântico e lhe é oferecida cachaça, quase sempre aspergida nos cantos do salão onde se realiza o culto, e derramada sobre a soleira da porta de entrada.

  Padê a Exú

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