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“Padê de Exú” é a denominação dada ao período de iniciação no Candomblé, e abrange os rituais desde a reclusão à camarinha até a raspagem da cabeça do iniciante.

Nesse período, que pode durar de um a três meses, o iniciante é mantido afastado do convívio social, recluso no “roncó” ( “camarinha” ), isolado inclusive dos demais membros da Casa, à exclusão do babalorixá e de um iniciado que atende às suas necessidades, e passa por períodos de semi-consciência, durante os quais “ouve” os ensinamentos de seu Orixá-de-Cabeça.

Durante esse tempo o babalorixá jogará os búzios por três vezes, e consultará outras formas de adivinhação, além de ouvir o Erê que irá se incorporar no iniciante, visando definir corretamente o Orixá-de-Cabeça do neófito.

Essas precauções, além de uma série de preparos e abstinências a que se submete o babalorixá se justifica, porque enganos na precisa identificação do Orixá-de-Cabeça pode conduzir, e habitualmente conduz, a gravíssimas consequências para o iniciante, entre as quais as mais frequentes são interferências na sua sexualidade e a loucura.

 Padê de Exú

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