Quimbanda

A palavra "Quimbanda" (Kimbanda) vem da palavra africana em Bantu que significa "curador" ou "shaman (xamã)", também se refere a "Aquele que se comunica com o além".

O termo "quimbanda" (da mesma forma que o termo "umbanda") tem origem na língua umbundu, e dentro do Candomblé de Angola designa, desde o período pré-colonial, um rito próprio, cujo sacerdote que o pratica é chamado de "Táta Kimbanda

Quimbanda ou "Kimbanda" é um conceito religioso de origem afro-brasileira, uma linha de trabalho diferente da Umbanda e Candomblé ainda controverso quanto a sua real definição na atualidade.

A diferença na grafia não implica em serem religiões diferentes. A grafia Quimbanda com "Q" somente foi adaptada por não existir a letra "K" no alfabeto português quando a religião foi implementada no Brasil.

Por vezes, é classificada como uma religião autônoma.

No Brasil, com a fundação da Umbanda, o termo Quimbanda passou a ser usado para descrever trabalhos espirituais que, dentro da cosmologia da Umbanda, não obedeceriam seus preceitos fundamentais não sendo, no entanto, necessariamente malignos.

Frequentemente é confundida com a Kiumbanda (ou Quiumbanda), que é a prática de trabalhar espiritualmente com kiumbas.

A diferença na escrita não difere nos trabalhos da religião, o que confunde algumas pessoas que acreditam haver diferenças: a Quimbanda com "Q" somente foi adaptada por não existir a letra "K" no alfabeto português quando a religião foi implementada no Brasil.

A Quimbanda é identificado como o lado esquerdo (polo negativo) da Umbanda, ou seja, que tem todo conhecimento do mundo astral, inclusive da magia negra, e que podem ajudar a fazer o bem ou o mal.

Suas entidades vibram nas matas, cemitérios e encruzilhadas, também conhecidos como "Povo da Rua" e abrangem os mensageiros ou guardiões Exu de umbandas e Pombagiras.

A Quimbanda é uma Linha ritual da Umbanda voltada objetivamente para o mal, para a magia negra.

A Quimbanda professa o conceito de inexistência de distinção entre o bem e o mal que prevalecia nos cultos antigos.

Cultua os mesmos Orixás e entidades que a Umbanda “branca”, mas trabalha principalmente com os exus e pomba giras, também chamados de povos de rua, de uma forma que não é trabalhada na Umbanda pura.

A Quimbanda trabalha mais diretamente com os Exús e as Pombas-Giras, também chamados de “povos de rua”, de uma forma que não é trabalhada na Umbanda.

Essas entidades, de acordo com a cosmologia umbandista, manipulam forças negativas, o que não significa que sejam malignos.

Geralmente estão presentes em lugares onde possam haver kiumbas, obsessores, também conhecidos como espíritos atrasados.

Os Exus e Pombagiras trabalham basicamente para o desenvolvimento espiritual das pessoas, com o intuito de evolução espiritual, além de proteção de seu médium.

Como são as entidades mais próximas à faixa vibratória dos encarnados, apresentam muitas semelhanças com os humanos.

Os rituais são bastante semelhantes aos da Umbanda, mas sempre associados aos conceitos mais tenebrosos e destrutivos dos cultos afro.

Cultuam especialmente Omulú, Orixá relacionado com as doenças e com a morte.

Algumas de suas cerimônias são realizadas no interior dos cemitérios.

A entrega de oferendas é comum na Quimbanda, assim como na Umbanda, mas variam de acordo com cada entidade.

Podem ser oferecidas bebidas alcoólicas, tais quais, cachaça (marafo), uísque ou conhaque, entre outras, além de velas e charutos.

 

Lourenço Braga, discípulo de Zélio de Moraes, escreveu em 1942 o livro Umbanda (magia branca) e Quimbanda (magia negra), onde ele lista sete linhas da Quimbanda:

 

Linha das Almas - Exu Omulu

Linha dos Caveiras - Exu Caveira

Linha de Nagô - Exu Gererê

Linha de Malei - Exu Rei

Linha de Mossuribu - Exu Kaminaloá

Linha dos Caboclos Quimbandeiros - Exu Pantera Preta

Linha Mista - Exu dos Rios/Exu das Campinas

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